18/08/2020 às 09h03min - Atualizada em 18/08/2020 às 09h03min

Sempre me dei bem com repórter da Editoria de Polícia

Fanfarrão salvou vida de suicida, trepado em poste, em Carapina.

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
gaO gato gordo com coleira sem nenhuma das suas sete vidas, com perfuração no peito, feito provavelmente por objeto cortante e pontiagudo. Foto: Divulgação

Na redação, senti falta de desodorante. Então, perguntei ao Zenilton Custódio se tinha algum.  

 
Prontamente atendeu, mas com frasco que continha desinfetante. Tive que correr em casa para tomar banho. 

 

Meses depois se redimiu. Nos recebeu com fantástica moqueca de carapeba na bela casa de Povoação, em Linhares.  

 

Neste dia, Luiz Vital chegou com atraso de mais de três horas para a pescaria que ele mesmo nos convidou. 

 

Sempre me dei bem com repórter da Editoria de Polícia.  

 

Mesmo considerando a resenha, de vez em quando, forte demais para minha cabeça. 

 

Um dia, tomando brejas e comendo caranguejo com Marcus Monteiro, Nelson Gomes, Vital e Aída Bueno fiquei sabendo que fanfarrão salvou vida de suicida, trepado em poste, em Carapina.  

 

Bastou gritar lá de baixo. “Desce daí, seu corno”.  

 

O infeliz, mais envergonhado do que revoltado, desceu rapidinho. 

 

Para terminar. Ainda universitário, estagiava em A Gazeta e externei ao Moisés Ramalho e ao repórter fotográfico Samuel Vieira, em noite de lua cheia, no bar de madeira sobre o Rio Piraqueaçu, em Praia Grande, Fundão, meu desejo de atuar na “grande imprensa”. 

 

Moisés foi taxativo: “Hoje você quer entrar, amanhã você vai querer  pular fora rapidinho, mas vai sofrer, pois, não é fácil. A pressão é grande pela manutenção do emprego e o cara acaba se acomodando”. 

 

Mais de 30 anos depois tenho que concordar com o amigo. 

 

Peço permissão, então, aos meus parças, para relatar, nestas mal traçadas linhas, algo que aconteceu comigo.  

 

Fui cortar cabelo na Avenida Maruípe e, na volta para casa, devorei um churrasquinho.  

 

Glutão, durante meses, “esqueci” meu ponto de ônibus, depois do Clube Anchietinha, e passei a pular no ponto localizado próximo ao colégio Suzete Guendet, onde estudei o primário, somente para comer o tal espetinho. 

 

Acabei íntimo do simpático casal que administrava o carrinho de carvão em brasa. 

 

Um dia, o trânsito estava caótico e da janela do busão observei o carrinho de churrasco tombar, com brasa e tudo. 

 

Perplexo vi estirado no asfalto gato gordo de madame, com coleira e tudo, de cor parda, sem nenhuma das suas sete vidas, com perfuração no peito, feito provavelmente por objeto cortante e pontiagudo. 

 

Voltei para casa resignado. Disposto a guardar o segredo até minutos antes de ocupar a minha maldita cova. 

 

No outro dia que, sem ser Superman, reconheci ter, pelo menos, estômago de aço, vi fotos do casal nos principais jornais da capital.  

 

Estático e contido pela galera, foi preso por guardas em viatura que passava em direção ao Quartel de Maruípe.

Os dois, sem dinheiro para pagar advogado, puxaram bons anos na cadeia. Bem feito! 

 

Já me penitenciei e pedi, de joelhos, desculpas à minha santa mulher, pelos inúmeros arranhões na alcova. 

 

E, logicamente, aos vizinhos, pelos miados, “naquela hora”, para lá de estridentes. 

 

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »

Quais são os piores motoristas de Colatina

45.1%
24.2%
30.8%
Moeda Valor
Servidor Indisponível ...