31/08/2020 às 14h09min - Atualizada em 31/08/2020 às 14h09min

Mulher de 113 anos é a mais idosa do Espirito Santo

Dona Rita de 113 anos quer viver pelo menos mais 50 anos e já conta mais de 100 descendentes

- Luiz Carlos Gava / Gazeta do Norte
Dona Maria Rita foi entrevistada pelo jornalista José Caldas da Costa na semana passada, com fotos de Wilson Roberto

Com a morte, em São Mateus, no primeiro semestre deste ano, de Esberta Evangelista dos Santos, a dona Caçula, com 115 anos completados dia 18 de janeiro, a mulher mais idosa do Espírito Santo e a 3ª mais velha do Brasil mora em Barra de São Francisco, há 25 anos, na casa da única filha que resta viva: é dona Maria Rita Pereira, que tem 113 anos e caminha firme para fazer 114 no próximo dia 5 de janeiro, mesmo dia em que nasceu a japonesa Kane Tanaka, segundo o Guinnes Book, a mais velha do mundo, nascida em 1903.

Dona Maria Rita foi entrevistada pelo jornalista José Caldas da Costa na semana passada, com fotos de Wilson Roberto. “Mas quem a descobriu foi o Weber Andrade, jornalista que mora há 30 anos em Barra de São Francisco, e nasceu em Mutum, mesma cidade de origem de dona Maria Rita”, observa Caldas.

A mulher de 113 anos quer viver pelo menos mais 50 anos e já conta mais de 100 descendentes, em cinco gerações. Conta a reportagem que é bom não duvidar da determinação dessa mineira de Mutum (MG), que venceu um câncer de mama aos 103 anos, quando extraiu um dos seios, ainda ajuda na cozinha, escuta e enxerga mal, mas se desloca sozinha pela casa e no quintal. Surpreende pela memória e pela disposição não só de viver, mas de viver com alegria.

Canta inúmeras modinhas aprendidas nas lavouras de café de sua terra, gosta de dançar um forró e, segundo a família, se deixar, ainda arranja namorado. Ela teve três maridos, mas filhos, cinco, somente com o primeiro. O último marido, Raimundo José Pereira, que, coincidentemente, tinha o mesmo nome do primeiro, morreu aos 70 anos, quando dona Rita já tinha 98.

“Se a gente deixasse, ela teria arrumado outro”, conta a neta Rosineia, 48 anos, filha de Zenilda Rita de Jesus, 71 anos, conhecida como Santa, e única filha viva de dona Rita e com quem mora. “Se levar no forró, ela ainda dança”, completa dona Santa. O pai de Santa, o primeiro Raimundo José, morreu com 45 anos e o segundo marido, Albertino, morreu com 76.

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