08/09/2020 às 07h00min - Atualizada em 08/09/2020 às 07h00min

O amor se sente nas entranhas, prezado

Reinventar-se é o sentido da vida, amar, única razão dela

- Perter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Amar é caçar, com faro refinado, qualquer coisa que dê significado ao seu nada. Foto: Peter Falcão

Muita gente acha que já sentiu o amor. Sentiu nada parceiro. O amor não se percebe com o coração, como afirmam os poetas. Ele se nota nas entranhas. 

O amor joga suas vísceras para fora, expõe intimidades profundas, esbofeteia a alma, acaricia as bicheiras mais sangrentas. 

O amor é atrevido, não queira compreendê-lo.  Se tiver condições de aceita-lo, faça isso sem questionamentos, pois, o que terá de resposta serão facas afiadas que te ferem para o bem e também para o mal. Amar é exercer imperfeições. 

É desprender-se de tudo e desamarrar laços. Não sentir a carne. Somente sopro, quase sempre breve e arredio.  

Amar é caçar, com faro refinado, qualquer coisa que dê significado ao seu nada. Ao seu absoluto vazio de existir. É mergulhar de cabeça no abissal da incerteza. 

Já procurei o amor cegamente.

Bebi oceanos de vicissitudes no trajeto. Cansei. Então, ele me avistou e beijou minha face suavemente, apossando-se com o tempo. 

Foi espinho afiado que se alojou em meu peito. Sabe-se lá até quando. 

Quando o amor te atinge, amigo, ele não te respeita, assim, como desejas. Ele te leva. Abre e fecha caminhos. Te apresenta as tropas para a batalha. Te dá força para conquistar territórios. Estes aí mesmos que estão ao seu redor e, aparentemente, inatingíveis. 

Amar é tomar porrada. Cair igual a bêbedo que tropeça e beija o chão a todo momento, mas levanta pronto para outra. 

Reinventar-se é o sentido da vida. Amar, única razão dela. 
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