21/09/2020 às 19h03min - Atualizada em 21/09/2020 às 19h03min

Produtores rurais capixabas poderão negociar crédito de carbono

Programa Estadual de Carbono será conduzido pela Secretaria de Meio Ambiente, em parceria com organizações não-governamentais internacionais

Agência Brasil
A cada uma tonelada não emitida, gera-se um crédito de carbono. Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) vai elaborar e implementar o Programa Estadual de Carbono, que permitirá que produtores rurais negociem esse tipo de crédito. O objetivo é colocar o Espírito Santo na linha de frente na reabertura dos mercados de carbono, aproveitando sua baixa oferta inicial de outras fontes confiáveis.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (21), durante uma transmissão do governo do Estado em celebração ao Dia da Árvore. A iniciativa conta com a parceria das organizações não-governamentais (ONG's) internacionais World Resources Institute (WRI-Brasil), The Nature Conservancy (TNC) e World Wide Fund for Nature (WWF-Brasil).

 

Para Miguel Calmon, consultor sênior do programa de Florestas do WRI, o Programa Estadual de Carbono pode ajudar a atrair recursos para aumentar a escala de restauração florestal no estado, e pode alcançar destaque nacional neste tipo de negócio, tornando o Espírito Santo o mais bem preparado do país na silvicultura de espécies nativas para manejo sustentável.

“O Espírito Santo pode ser o protagonista da nova era da economia de baixo carbono. Tem governança, transparência, tem um programa inovador de restauração (Programa Reflorestar) e possui presença forte do setor privado, além de ter compromisso com várias organizações como WRI Brasil, a TNC e WWF”, avalia o consultor da WRI.

O crédito de carbono é um conceito, surgido a partir do Protocolo de Kyoto, em 1997, que visa à diminuição dos gases de efeito estufa, que provocam diversos problemas ambientais associados às mudanças climáticas.

Esses créditos fazem parte de um mecanismo de flexibilização que auxilia os países que possuem metas de redução da emissão de gases poluentes a alcançá-las. Considerados a moeda do chamado mercado de carbono, os créditos de carbono representam a não emissão de dióxido de carbono à atmosfera.

A cada uma tonelada não emitida, gera-se um crédito de carbono. Assim, quando um país consegue reduzir a emissão dessa tonelada, ele recebe uma certificação emitida pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), ou seja, recebe os créditos que estarão disponíveis para serem comercializados com os países que não alcançaram suas metas.

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