15/01/2021 às 18h50min - Atualizada em 15/01/2021 às 18h50min

Oscar Schmidt: “o basquete brasileiro foi muito judiado”

O grande ídolo do esporte tem se destacado atualmente nas palestras

- Peter Falcão
Na pandemia, Oscar faz palestras via online. Foto: Divulgação

 

Oscar Schmidt, considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos, está otimista em relação ao sucesso da modalidade no Brasil a longo prazo.

Apoiando o trabalho da gestão atual da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), acredita até na volta das grandes conquistas, como as medalhas olímpicas e nos Mundiais. 

O grande ídolo do esporte tem se destacado atualmente nas palestras, sendo um dos mais premiados do país neste segmento. 

Abaixo conversa descontraída com o “Mão Santa”, reverenciado até mesmo por astros da NBA (National Basketball Association). 

 

Entrevista: 
 

*O senhor tem tido grande sucesso fazendo palestras. É, inclusive, um dos mais premiados neste segmento. Esperava por isso? 

Você nunca pode esperar o sucesso, mas tem que trabalhar para alcançá-lo. Então quando eu comecei a dar palestras, não esperava que faria sucesso pelo simples fato de fazer, ou seja, pelo reconhecimento que eu tive no basquete, mas eu trabalhei para alcançar esse reconhecimento como palestrante que hoje eu tenho.  

 

*Como foi no começo? 

Um horror. Um horror, mesmo. Faltava consistência. Eu tinha um monte de vícios de linguagem, ia cada vez com uma roupa, não tinha noção de quais equipamentos usar. Com o tempo, fui me aprimorando — se você assistir uma palestra minha, vai notar que eu não tenho mais nenhum vício de linguagem; me concentrei e tirei todos. Meus equipamentos, eu mantenho sempre atualizado. Minha apresentação, eu trabalho nela constantemente.  

 

*O desempenho vem do talento natural, já que suas entrevistas são contundentes? Ou foi treino? 

Eu não acredito nesse negócio de talento. Na minha opinião, tudo se resume a treino, seja em qual área for. Então posso te garantir que se as pessoas gostam da minha palestra hoje, é porque eu treinei muito. E ainda treino, viu? Estou sempre renovando a palestra, então não tem apresentações exatamente iguais. 

 

*Como avalia o basquete brasileiro hoje? 

O basquete brasileiro foi muito judiado. Faltou investimento, estrutura. Hoje, com o atual presidente da Confederação Brasileira de Basquete, está no caminho certo. Acho que no futuro voltaremos a brigar competitivamente.  

 

*Será que a médio prazo ganharemos medalhas em Mundiais ou Olimpíadas? 

A médio prazo eu acho difícil, mas a longo prazo sim… eu acredito que se continuarmos nesse caminho chegamos lá; 

 

*E o trabalho na base? 

Evoluindo a cada dia. O atual presidente, o Guy Peixoto, está fazendo boas coisas pelo nosso basquete. 

 

*Como o senhor está encarando esta pandemia? 

Como todos nós deveríamos estar: em casa. Só saio para fazer aquilo que eu preciso mesmo — e quando saio, vou com máscara, meu álcool e mantenho distância; fotos, só com um certo espacinho. No caso das palestras, me reinventei com a ajuda da minha família e comecei a dar palestras virtuais. E posso te falar? Nunca achei que ia gostar tanto. É diferente, mas é um barato. 

 

*A vacina está demorando... 

 Está demorando, porque tem que ser bem feita. Tudo que é bom, demanda tempo. Mas, acredito que logo vamos ter uma vacina.  

 

*O senhor é considerado um dos maiores basquetebolistas da história. Seu sobrinho Bruno é campeão olímpico de vôlei de praia. Seu irmão, Luiz Felipe se destacava bastante no basquete militar e o Tadeu, outro irmão, é jornalista de grande reconhecimento. Como se explica tanto sucesso na mesma família? 

A palavra é disciplina. Meu pai era muito disciplinado e acho que ele espalhou isso para a família toda. 

 

Por gentileza, sua mensagem final aos capixabas. Afinal, parte de seus familiares residem aqui... 

*Pessoal do Espírito Santo, é um prazer enorme ter esse espaço para falar com vocês e eu desejo tudo de bom a todos vocês, em especial saúde, que é algo muito importante nos dias de hoje. E podem ficar tranquilo que no esporte vocês estão bem servidos com o Bruno! E no porto, meu irmão, o Felipe, está cuidando; ele é prático! Tenho um orgulho danado dele! 

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