16/01/2021 às 12h32min - Atualizada em 16/01/2021 às 12h32min

Ante à pandemia, entre o risco e a vacina, a vida!

Vacina para todos

- Everaldo Barreto Moura é Pensador e professor de Filosofia
Filosofia na Veia
A vida é um direito de todos e a ninguém é permitido ameaça-la. Foto: Ilustração Web


Na eminência de chegada da vacina, seja qual for, ainda nos surpreendemos encontrando pessoas que insistem em desqualificar a vacinação, influenciadas por contrapropaganda irresponsável, que acaba por fragilizar o processo de imunização de todo o país. 

A humanidade já passou por situações parecidas no curso da história e, aqui no Brasil, já vivemos A Revolta da Vacina no início do século XX como resultado de uma legislação que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola.

O resultado desastroso afundou o Rio de Janeiro na mais violenta epidemia de varíola de sua história.

Para uma boa e produtiva reflexão vamos precisar analisar os por quês dos dois lados, então vamos lá.

A questão central é uma epidemia mundial, então chamada pandemia, de uma doença chamada Covid-19, provocada pelo contágio de um vírus chamado Novo Coronavírus que tem alta taxa de transmissão. A doença pode ser branda ou agressiva dependendo de uma série de fatores, nem todos conhecidos pela ciência. As pessoas que adoecem podem chegar a um sofrimento muito grande, devido à um longo período de internação, às vezes com intubação e podendo chegar a óbito em muitos casos.

Até o momento o melhor recurso é a prevenção com uso de máscaras, rigor na higiene principalmente das mãos, preferencialmente com água e sabão, mas também eficientemente com álcool em gel 70º e distanciamento social.

Estamos vivendo o distanciamento social a quase 10 meses e sentindo seu reflexo, principalmente na saúde física, mental e também social, com drásticos reflexos na saúde pública, economia, política e educação.

A partir da consciência dos fatos e da chegada da vacina, o levante pelos direitos individuais para recusar a vacina ultrapassa qualquer compreensão sensata frente a nossa opção, ou condição como pensava Aristóteles, da vida em sociedade.

É claro que pensar um Estado que interfere na vida privada do cidadão é ameaçador, e pode levar ao Leviatã, pensado pôr Thomas Hobbes, contudo se a atitude individual ameaça outras pessoas, ela ultrapassa o limite do individualismo para afetar a todos. Mas também não podemos deixar de considerar que num caso como esse, em que há conflito entre a liberdade individual e o direito coletivo o pior caminho é o confronto e, principalmente no Brasil onde o perfil latino da população contribui para oferecer ótimos resultados para campanhas.

Somente a educação para a vida em sociedade, com a consciência da necessidade do bem comum, pode afastar a ignorância da afirmação individual e, naturalmente, como sempre afirmamos aqui, essa educação como responsabilidade maior do governante, que deve, inclusive em seu comportamento, transmitir a serenidade e responsabilidade necessárias à boa convivência social. 

Nesses momentos o bom estadista tem em seu tribunal íntimo o fiel da balança entre suas posições pessoais e a responsabilidade de seus atos influenciando a vida da nação. 

A vida é um direito de todos e
  a ninguém é permitido ameaça-la.    


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