09/02/2021 às 06h22min - Atualizada em 09/02/2021 às 06h22min

Existe solução para o capitalismo selvagem?

Prefaciado pelo ator e ambientalista Mateus Solano,o livro de Maron Abi-Abib é especializado em gestão de organizações sociais

LC Agência de Comunicação
O Capixaba Maron Emile Abi-Abib é ex diretor geral do Departamento Nacional do Sesc. Foto: Divulgação
Capitalismo Social, do professor Maron Emile Abi-Abib,discute os graves problemas causados pelo capitalismo selvagem e revela um modelo alternativo de capitalismo capaz de mudar o Brasil.

Para isso, o autor apresenta os resultados de uma abrangente pesquisa bibliográfica e analisa praticamente todos os acordos e tratados internacionais firmados no âmbito da ONU que visaram à redução das desigualdades, àpreservação do meio ambiente e à paz social.

O autor inicia sua pesquisa com uma viagem à segunda metade do século XIX, época em que ocorreu a primeira implantação de um Estado de bem-estar social na Alemanha como alternativa ao liberalismo econômico e ao socialismo.   

Porém, como relembra Abi-Abib na obra publicada pela Editora Albatroz, esse modelo teve vida relativamente curta, já que,100 anos depois, o neoliberalismo se tornou hegemônico no mundo e as políticas de bem-estar social perderam força.

Além de argumentar que outro tipo de capitalismo é possível,Maron aponta o que é preciso fazer para desobstruir tudo o que atrasa o combate às desigualdades extremas. Ele sugere diversos caminhos para um capitalismo democrático e propõe a erradicação do falso capitalismo, aquele que não tem compromisso com um mercado sustentável convergente com um consumo regrado. E põe o dedo na ferida:

... as mazelas sociais, econômicas e políticas em solo brasileiro são reflexos, em grande medida, de uma parte desfigurada do capitalismo que aqui se pratica. É aquele capitalismo de compadrio, que se afastou do preconizado pela escola clássica, que utiliza vários estratagemas para garantir seus negócios livres de riscos e que para isso não tem o menor pudor em utilizar meios ilícitos, os quais passam pela manipulação do Estado. Os dolos perpetrados por parcela do capitalismo nacional impedem que o mercado evolua e se torne mais competitivo.

Ao mesclar política, economia, sociologia e história, Abi-Abib leva aos leitores uma verdadeira lição de humanidade, uma singular e bem-sucedida iniciativa de promoção social e cultural realizada pelo chamado "Sistema S". Dessa maneira, a obra reforçaa relação entre governo e empresariado nas ações de reconstrução do Estado de bem-estar social em prol da melhor qualidade de vida para o trabalhador e suas famílias.

Ficha Técnica: 

Título: Capitalismo social: 
Subtítulo:O que é? Como adotar? Por que ele pode mudar o Brasil?
Autor: Maron Emile Abi-Abib
Editora: Albatroz
ISBN: 978-85-7145-250-3
Formato:15,8 x 23 cm
Páginas: 495 

Preço: R$ 78,00 

Link de venda do livro: https://loja.editoraalbatroz.com.br/capitalismo-social

Sobre o autor: Maron Emile Abi-Abib é administrador, contador e professor com especialização em gestão de organizações sociais. Ao longo de sua vida profissional, teve como missão, entre outras, planejar, organizar, implantar e administrar unidades voltadas para a área social.

À sua formação de administrador agregou conhecimentos que o credenciaram a atuar em empreendimentos no âmbito da educação, cultura, saúde, nutrição, hotelaria, turismo, lazer esportivo e recreativo e meio ambiente.

Pautou-se sempre por linhas filosóficas que buscam, na gestão das organizações, garantir o diálogo e a democratização das estruturas de poder como estratégias para o crescimento humano ao lado do crescimento dos negócios. Seus trabalhos técnicos na gestão de empresas implicaram permanente investimento no desenvolvimento dos recursos humanos.

Preservar a autoestima em alta e o sentimento de utilidade ou responsabilidade social, fatores inerentes ao ser humano, foi ponto vital de sua atenção em gestão de empresas, notadamente aquelas dedicadas ao bem-estar social. Dos 50 anos de atuaçãono Departamento Nacional do Sesc, foi diretor geral, cargo executivo máximo da entidade, entre 2003 e 2015. Também atuou na Confederação Nacional do Comércio durante quase um ano.



 
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