26/02/2021 às 12h41min - Atualizada em 26/02/2021 às 12h41min

​Coronel Foresti é absolvido em processos sobre a greve da PM

Policial foi absolvido por falta de provas na 4ª Vara Criminal de Vitória

- Anderson Chagas Neto
Assessoria de Comunicação
A defesa ressaltou que seu cliente não participou do movimento e não teve contato com grupos de WhatsApp. Foto: Reprodução Anderson Neto.



O tenente-coronel da Polícia Militar do Espírito Santo, Carlos Alberto Foresti, conseguiu superar três processos a que respondia por conta do aquartelamento dos policiais militares do Estado, ocorrido em fevereiro de 2017.

O oficial, que ocupa o cargo de diretor-adjunto na Diretoria de Recursos Humanos da Corporação, conseguiu provar que não teve qualquer ligação com o movimento paredista.

Em março de 2020, Foresti foi absolvido em sentença proferida pelo titular da Vara de Auditoria de Justiça Militar, juiz Getúlio Marcos Pereira Neves. 

A absolvição é referente ao processo 0015282-46.2019.8.08.0024, relativo a um caso em que o oficial foi denunciado junto com mais três militares da reserva. A decisão, no entanto, beneficiou somente Foresti, já que seu caso se trata de um remédio jurídico denominado de Exceção de Litispendência – quando uma pessoa é processada duas vezes por uma mesma ação.

No julgamento do dia 3 de março de 2020, feito pelo Conselho Permanente de Justiça Militar e presidido pelo juiz Getúlio Marcos Pereira Neves, o Ministério Público Militar se manifestou.

De início, esclareceu que em fevereiro de 2017 foi deflagrado movimento paredista no âmbito da Polícia Militar, no qual familiares dos militares estaduais foram para frente dos batalhões e bloquearam a saída de viaturas e de policiais com farda e armamento, comprometendo o policiamento ostensivo que ficou totalmente suspenso, gerando danos irreparáveis à sociedade capixaba.

De acordo com o MP, o oficial teria gravado um áudio proferindo palavras de ordem incitando o movimento. Após o episódio do incitamento, disse o Ministério Público, o acusado ainda se utilizou de sua página da rede social “Facebook”, na mesma semana, “para criticar indevidamente atos de seus superiores em assuntos atinentes à disciplina militar e resoluções do Governo do Estado quando divulgou vídeos criticando o Comando Geral e o Governo do Estado”.

A defesa de Foresti se manifestou. O advogado Luiz Antônio Tardin Rodrigues disse que “há uma ação idêntica na 4ª Vara Criminal. O acusado foi absolvido, e assim não há como ser julgado duas vezes pelo mesmo fato. No mérito, gostaria de enfatizar a ficha funcional do tenente-coronel Foresti, com relevantes serviços prestados à sociedade, mostrando a pessoa que ele é.”


“O telefone ficava à disposição de todos os servidores do CIODES. O Hospital da Polícia Militar (HPM) emitiu laudo dizendo que o acusado se encontrava em surto. Uma testemunha confirmou que o acusado estava em surto. Naquela situação de descontrole o acusado gravou em áudio, em que visivelmente transtornado lamenta o fato dos alvejados”.

Em setembro de 2019, o tenente-coronel Foresti também foi absolvido em outro processo. Desta vez, na Justiça Comum.  Ao proferir a sentença na Ação Penal número 0016850-68.2017.8.08.0024, a juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, explicou que Foresti foi absolvido por falta de provas.

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