09/04/2021 às 17h56min - Atualizada em 09/04/2021 às 17h56min

Precisamos falar sério sobre alienação parental

Alienação parental é quando se começa a implantar na criança ou adolescente imagens negativas do outro

- Flávia Oleare é advogada cível especialista em Direito de Família
Não deixe de enviar para que a pessoa possa aprender como se defender. Falarei sobre isso nos próximos posts, diz Flávia. Foto: Ilustração web.

A alienação parental  está prevista na lei 12.318/10.

Infelizmente a alienação parental é uma realidade perversa muito comum.

Ocorre quando um genitor usa o filho para se vingar do outro.

Mas tal ato não parte somente do genitor, é muito comum que os avós e tios da criança também tenham atitudes neste sentido ao “tomarem as dores” de seu familiar.

Portanto, a alienação parental ocorre quando o genitor ou algum parente dele, começam a implantar na criança ou adolescente imagens negativas do outro com ações e palavras.

O objetivo final é que as crianças ou adolescentes passem a repudiar o genitor e que o vínculo entre o outro genitor e os filhos seja prejudicado.
A própria lei lista alguns exemplos de alienação parental, mas não é exaustiva, ou seja, podem haver outras formas de alienação parental.

Vejamos alguns exemplos:

a - realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;

b - dificultar o exercício da autoridade parental;

c - dificultar contato de criança ou adolescente com genitor;

d - dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar;

e - omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço;

f - apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente;

g - mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares
deste ou com avós.

O ódio cega as pessoas.

Neste caso específico, o genitor que pratica a alienação NÃO enxerga que o PRINCIPAL PREJUDICADO É O FILHO, que tem o DIREITO de ter uma boa convivência com o outro genitor e a outra família.

Este assunto é muito grave. Farei uma série sobre o tema, se te interessa, me acompanhei aqui.
Conhece alguém que é vítima desta prática odiosa? 

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