09/05/2021 às 07h33min - Atualizada em 09/05/2021 às 07h33min

Execução das obras de duplicação da BR-101 em debate

Espírito Santo colocou em discussão um cronograma de entrega

Equipe - Fabrício Gandini
A BR-101 percorre o Espírito Santo de norte a sul, em um total de 461,1 quilômetros.Foto: Divulgação.

 
A duplicação da Rodovia BR-101 foi o destaque na Reunião da Frente Parlamentar de Fiscalização da BR-101 que aconteceu nessa quinta-feira (6) as 14h e contou com a presença do membros da Frente Parlamentar, representantes do Ibama, da Eco101 e da Sociedade Civil.
 
As obras permanecem se arrastando, em especial, no trecho norte. Por esse motivo, a comissão especial que fiscaliza o cumprimento do contrato de concessão da rodovia.
 
Após a apresentação do presidente da comissão especial, deputado Gandini (Cidadania), quem teve a palavra foi Alberto Luiz Lodi, Diretor Presidente da Eco101, que em apresentação demonstrou todas as ações entregues e previstas pela Concessionária.
 
O Relator da Frente Parlamentar, Deputado Marcos Garcia, em seguida iniciou a fase de explanação de dúvidas e perguntas falando sobre o considerável aumento no tempo de viagem entre as cidades de Linhares e Vitória em detrimento dos radares e sistemas de pare e siga instalados na rodovia: “Eu gastava cerca de uma hora e vinte minutos com o trecho Linhares-Vitória e hoje gasto mais de três horas a mais, gerando prejuízo para o empresário que precisa fazer a viagem e nenhum cronograma ainda foi entregue pela Eco101,” frisou Garcia.
 
Alberto Lodi na resposta foi muito objetivo: “É preciso que se controle a velocidade a fim de se evitar mais acidentes e que a ANTT precisa estar envolvida nessa demanda,” disse. Já Carlos Eduardo Auchewski Xisto, Diretor Superintendente da Eco101, complementou respondendo sobre o licenciamento ambiental e a viabilidade do contorno da Reserva de Sooretama: “O parecer da ANTT e da OAB é pela supressão da duplicação na Reserva,” concluiu Xisto. O que não foi muito bem recebido por pelo deputado Garcia.
 
Em seguida quem teve voz foi o presidente da Associação de Proprietários de Harley-Davidson do Espírito Santo que estava representando os moto-clubes do Espírito Santo e a Sociedade Civil, Wilson “Fly” Cunha, que falou sobre a mobilização de inúmeras entidades de motociclistas exigindo a duplicação da BR-101: “O fluxo de veículos aumentou muito no trecho norte da rodovia e a gente não enxerga o mesmo cuidado como o que houve no trecho sul.” Contou Fly.
Dando prosseguimento a reunião o deputado Gandini fez um breve resumo das questões já discutidas na Frente Parlamentar e finalizou com a pergunta: “Pelo que eu entendi da Eco101 ela quer rediscutir a questão contratual da Reserva de Sooretama? Porque não adianta ficar a Concessionária empurrando a culpa pro Ibama e o Ibama pra Eco101 senão vamos ficar mais uns dois anos sem sair do lugar,” ingadou Gandini. Carlos Eduardo Xisto foi breve na interlocução e disse que a Eco101 depende tanto da ANTT quanto do Ibama.
 
Gandini então pediu a participação dos servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão responsável pelo licenciamento ambiental indispensável para a execução da obra obteve a resposta dos analistas Antônio Celso Junqueira Borges e Marcus Bruno Malaquias que explicou que o próximo passo é responder aos esclarecimentos que foram enviados ao Ibama e já foram encaminhados a equipe multidisciplinar do órgão: “Nossa equipe com especialistas em fauna, flora, engenharia e tudo mais vai avaliar criteriosamente e vamos responder em breve. Então agora é responder essas análises,” contou Malaquias.
 
O objetivo da comissão é fiscalizar o contrato de licença para administração, manutenção e recuperação da BR-101 firmado em 2013 entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Eco101, com duração de 25 anos. 

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