31/05/2021 às 07h30min - Atualizada em 31/05/2021 às 07h30min

Livro de autor capixaba pesquisa dança afro-brasileira

- Júlia Ourique
Assessoria de Imprensa
Maicom Souza e Silva é um filósofo, bailarino, produtor cultural, instrutor de Danças Negro-brasileiras e Mestrando no Programa de Metafísica da UnB. Foto: Divulgação.

Uma pesquisa com quase 10 anos sobre a dança afro-brasileira foi transformada no livro “Estética das práticas performativas da dança afro-brasileira cênica”, de Maicom Souza e Silva, filósofo e bailarino capixaba.

No trabalho que será lançado de forma independente com distribuição da Editora Appris, o autor fala sobre um trabalho cênico desenvolvidos dentro do Coletivo Emaranhado, no espetáculo “KALUNGA”, com observações sobre as pesquisas corporais anunciadas pelos artistas, além de informações sobre a estética da gestualidade negro-brasileira.

 

A história de Maicom com a dança no estado vem desde 2010, quando começou a pesquisar sobre fomento da dança, buscando editais, recursos privados, políticas e leis de incentivo para elaboração de projetos cênicos. A partir de 2013 ele também inclui a pesquisa acadêmica, ao falar sobre a estética da dança afro-brasileira cênica e suas ramificações no processo da diáspora, como foco na montagem de espetáculos de dança, criação de oficinas e produção cinematográfica. 

 

“Encontro-me em uma fase profissional em que pretendo direcionar meus estudos as manifestações afro-brasileiras, trabalhando com projetos dentro de uma perspectiva afrocêntrica e interseccional, considerando o corpo e a arte negra como um todo de grande importância, no propósito de defender as culturas negro-brasileiras e seus ideais, através da dança.”, explica Maicom Souza e Silva, autor do livro.

 

De acordo com o autor, não há no Espírito Santo publicações por bailarinos que falem sobre a estética da dança afro-brasileira cênica, ou mesmo reflexões filosóficas sobre a produção local de dança negra. 

 
 

Penso que literalmente estou escrevendo história, deixando para posteridade possibilidades críticas de pensar a dança negra no Espírito Santo. Se faz necessário que pessoas negras escrevam sobre pessoas negras, precisamos questionar as leituras pejorativas que são feitas sobre as pessoas pretas, trazendo para a cena saberes outros, para que assim o nosso público desenvolva seu repertório sobre a cosmopercepção negra, enfatizando o habitus negro-brasileiro de exposição verbal, intelectual e gestual enquanto manifestações de grande importância cultural.”, analisa Maicom.

 

O livro está disponível para compra nas principais livrarias do país, em formato físico e online. Saiba mais informações no site: https://www.coletivoemaranhado.com.br/kalunga


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