08/09/2021 às 18h27min - Atualizada em 08/09/2021 às 18h27min

Márcia Casagrande, 25 anos de carreira; vida longa à Rainha

Atleta capixaba venceu seis vezes a Dez Milhas Garoto

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Márcia campete pagando do próprio bolso suas despesas no esporte. Foto: Divulgação.

 

Com 25 anos de carreira, Márcia Casagrande, 34 anos, saboreia fazer parte, de forma contundente e ilustre, da história do atletismo capixaba.  

Tímida, só confessa se for provocada: se considera sim a mulher do Espírito Santo com melhor desempenho registrado até aqui, nas pistas e nas ruas. 

São os números que mostram. Os feitos que dignificam sua estrada, ainda bem, com muitos trechos a serem ainda percorridos. 

Para Márcia, a Dez Milhas Garoto é a corrida mais expressiva do Estado e ela a venceu seis vezes, na categoria atleta capixaba, nos anos de 2006, 2009, 2012,2013,2014 e 2015. 

Márcia foi ainda medalhista nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBS), de prata e de bronze.  

“Foram muitos treinos e tempo dedicados ao máximo para chegar até aqui. Oportunidades que conquistei, com muito suor para competir em provas que eu sempre sonhei, desde de criança”, comentou. 

“Lembro como se fosse hoje, o momento da entrega de cada troféu e medalha nos eventos esportivos”, disse ainda a atleta que em junho último completou 25 anos de atletismo. 

“Nesses 25 anos, a corrida me proporcionou muitas vitorias, mas também tive derrotas. Foi um aprendizado, principalmente, por conhecer o meu Estado que representei, por muitos anos, brilhantemente”, acrescentou.  

A grande atleta não abriu mão dos estudos nesta jornada. Hoje é Professora de Educação Física Licenciatura e estudante de Educação Física Bacharelado no oitavo período. 

Na sua avaliação, o atletismo capixaba tem atletas promissores. Mas, infelizmente, muitos param por falta de recursos financeiros e estrutura (patrocínio e apoio) para se manter no esporte. 

Márcia confessa que seu maior sonho é viver do esporte. Se especializar em maratona e viajar o Brasil correndo este tipo de prova. “Quero também chegar à seleção brasileira de atletismo”, afirmou a atleta que atualmente não tenho patrocínio e nem apoio. 

 

Pagando do próprio bolso suas despesas no esporte, Márcia se define. “Eu amo o que faço e não vou desistir. Lutar sempre, desistir jamais”, disse. 

 

“Deus Salve a Rainha”, digo eu. 

 

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