05/10/2021 às 07h30min - Atualizada em 05/10/2021 às 07h30min

Robgol e as doces memórias dos Estaduais de Futebol de Areia

Robinho surgiu em meio à grande efervescência do futebol de areia

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Robinho, goleador nato conduziu a seleção do extremo Norte do Espírito Santo a dois títulos. Foto: Peter Falcão.

 

 Atuando sempre por Pedro Canário, Robinho, ou melhor “Robgol”, é uma das personalidades mais marcantes das edições do Campeonato Estadual de Futebol de Areia.  

 Goleador nato, conduziu a seleção do extremo Norte do Espírito Santo a dois títulos, além de ter sido artilheiro de três edições (em 2066, com dez gols; em 2008, com nove e em 2009, novamente com dez) e disputado dois Campeonatos Brasileiros pela Seleção Capixaba. 

 Robinho surgiu em meio à grande efervescência do futebol de areia, no ano de 2006. Para se ter ideia, a seletiva para o Estadual daquele ano teve recorde de participantes: 21 seleções.  

 A edição do campeonato teve como grande ausente Vitória, eliminada na seletiva. Robinho foi uma das principais estrelas, sendo eleito a revelação e conquistado o posto de artilheiro com dez gols.  

 Em 2009, pela primeira vez na história, duas seleções do interior chegaram à grande final: Anchieta, que desclassificou Vitória na semifinal e Pedro Canário, que eliminou Cariacica. Com dez gols marcados, nos últimos três jogos, Robinho foi o grande nome do campeonato, sendo inclusive, além de artilheiro o melhor jogador. Pedro Canário conquistou seu primeiro campeonato. 

 Em 2015, a seleção de Pedro Canário conquistou o título ao derrotar na final inédita a seleção de Vila Velha por 3 a 1 na cobrança de penalidades, após 2 a 2 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação. Robinho foi determinante balançando as redes nos minutos finais. 

 Robinho avalia a brilhante trajetória. 

 “Não esperava fazer tanto sucesso. Na época, a cidade de Pedro Canário praticamente não tinha essa modalidade. Eu já era, de certa forma, referência no futebol de campo e no futsal”, lembrou. 

 Segundo Robinho, o título de 2015 foi, para ele, o mais marcante. 

  Avaliando cada título, Robgol destaca características distintas.  

“Em 2009, a nossa equipe era considerada zebra. Com pouco investimento, a base dos jogadores era do município. Do outro lado, tinha a forte equipe de Anchieta, recheada de atletas que, na época, defendiam a seleção brasileira. Robertinho, Juninho,  Caser, Jorginho e Bruno Xavier, somente para citar alguns. Todos, da imprensa e comunidade esportiva, os consideravam campeões. Mas nós, com equipe muito unida, conseguimos conquistar título inédito para o município”, recordou.  

 “Em 2015, a nossa equipe já era profissional, tínhamos todos os investimentos das grandes equipes do campeonato. Conseguimos manter uma base do município e reforçamos com grandes jogadores que já atuavam no Brasileiro de Beach Soccer. Na final, estávamos perdendo por 2 a 0 para a forte equipe de Vila Velha. Muitos, novamente, já davam o título para o adversário. Faltando menos de três minutos, com ajuda dos meus amigos, consegui empatar o jogo”, disse ainda.  

 “Conseguimos conquistar o bicampeonato, nos pênaltis, numa partida eletrizante. Esse jogo, com certeza, ficou marcado na memória dos desportistas”, finalizou. 

 Robgol acredita que o sucesso pode ser explicado pelo empenho. “Eu sempre fui dedicado à tudo que eu faço.  Treinava muito a finalização, era jogador que sempre buscava a perfeição”, destacou. 

 E também pela disciplina. “Não perdia noite de sono. Não bebia e sempre gostei de me concentrar para entrar focado em todos os jogos. Esses quesitos me ajudaram muito na carreira”, revelou. 

 O grande jogador destaca o Estadual. “Eu devo muito ao Estadual: me realizei como pessoa e como jogador. Joguei contra e a favor dos melhores do mundo da modalidade. Consegui, junto com os meus amigos, colocar Pedro Canário na mídia estadual e brasileira. Eu me sinto agradecido por, através do Estadual, ter representado o meu Estado em dois Brasileiros da modalidade. E ter recebido o reconhecimento dos torcedores do Espirito Santo”, finalizou. 

 

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