09/11/2021 às 11h24min - Atualizada em 09/11/2021 às 11h24min

Raphael, que encantava serpentes, foi 1º capixaba campeão mundial de futebol de areia

Raphael Cardoso Leite foi um craque assim: jogava como um mágico

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Rafael, o atleta diz que viveu momentos dos mais especiais no esporte. Fotos: Peter Falcão.



Quando o craque domina a bola deve-se fazer silêncio, independentemente de quantas pessoas estejam na arena.


É que o craque é como o mágico. Ninguém jamais saberá o que ele fará segundos depois. 

 

Eu conheci um craque, na magnitude exata da palavra, sem tirar um milímetro sequer. Que tocava suavemente a bola para o alto e enquanto ela fazia, hipnotizada, seu percurso, pensava em jogadas geniais. 

 

Estas jogadas iniciavam, geralmente, antes de a pelota cair na areia, flutuando como se tivesse asas, para deleite da plateia, com sua canhota precisa. 

  

Para o adversário, as pelotas eram verdadeiras serpentes, impregnadas de veneno, que, inevitavelmente, resultavam em gols. 

 

Raphael Cardoso Leite foi um craque assim: encantador como um mágico, letal como serpente. Em quase 15 anos de carreira, ninguém ousou deixar de se encantar com seu talento oceânico para tratar a bola com todo o seu mel e também veneno, quando instigado. 

 

Muitos dariam tudo para saborear sensações que ele viveu, já abraçado, instantaneamente, pela glória eterna, evidentemente à base de muito suor e dedicação: vestiu os mantos da Seleção Brasileira, da Seleção Capixaba e do Flamengo. 

 

Quantos potes de ouro ofereceriam alguns para desfrutar de tais honrarias? 

 

Sobram glórias em seu percurso. Assim como memórias deliciosas de quem o viu em ação. 

 

O grande jogador mostra-se grato com sua carreira.  

“Tenho somente a agradecer a Deus por todas as oportunidades e conquistas ao longo da minha trajetória esportiva, e dizer que vivi momentos inesquecíveis que vão para eternidade”, disse. 

 

Ele foi o primeiro capixaba campeão mundial pela Seleção Brasileira. “É o ápice da carreira de todo atleta, defender o seu país e ainda conquistar título importante, foi um sonho realizado”, lembrou. 

 

“Foi realmente indescritível, e jogando com ídolos que eu só assistia pela televisão, como Júnior, Paulo Sérgio, Magal, Jorginho, Neném, Juninho, Robertinho, Marcelinho Carioca, Branco, Careca e outros”, acrescentou. 

 

Alguns dos momentos mais marcantes foi defendendo a seleção capixaba e conquistando vários títulos, dentre eles o de bicampeão brasileiro de seleções. 

 

“Os títulos pela seleção capixaba foram sensacionais pois nos dedicávamos muito nos treinamentos, mesmo no começo, com pouca estrutura; a comissão técnica tirava o máximo de cada atleta”, afirmou. 

 

Ele lembra da questão tática. 
 

“Foi com uma forma diferente de jogar que surpreendemos nas competições, pois, o Índio trouxe a movimentação do futsal para areia. Como tínhamos um preparo físico fora do normal (e isso graças ao Professor Elias), se a gente tivesse perdendo com uma diferença pequena no último tempo, tínhamos certeza que iríamos virar o jogo, exatamente pela subida de produção no último período”, observou. 

 

Raphael foi várias vezes campeão estadual, inclusive da primeira edição. 

“Destaco todas as conquistas do Estadual, mas tem quatro que foram especiais: a primeira em 2000 pela Serra/ UNESC, pois foi a primeira competição estadual; a segunda pela seleção de Marechal Floriano em 2001, pois, uma cidade sem praia, mais que se empenhou ao máximo para montar uma grande seleção, e as duas conquistas pela seleção de Cariacica em 2005 e 2012”, lembrou. 

 

“Cariacica foi uma cidade que me acolheu de forma extraordinária e que sou muito grato por tudo que vivi nesse período em que defendi a cidade”, agradeceu. 

 

O atleta diz que viveu momentos dos mais especiais no esporte.  
 

“Tais como: títulos pela seleção capixaba; o título mundial pela seleção brasileira; jogar pelo Mengão, meu time de coração; jogar o Mundialito de clubes pelo Corinthians, dentre outros”. 

 

Para ele, defender o Flamengo foi um sonho de menino que se realizou.  
 

“Foi simplesmente mágico, e ainda participar do jogo que é recorde de público mundial da modalidade, na Copa do Brasil, em Manaus (AM) entre Flamengo x Vasco”, recordou. 

 

“E também considero extraordinário, pois, fiz uma competição maravilhosa: estava em um momento ou fase sensacionais e pelo clube do meu coração, isso não tem preço”, frisou. 

 

Ou seja, resumindo sua trajetória, o craque sabe bem porque é tão amado por familiares, filhos, esposa, amigos e fãs. 

 

“Valeu muito a pena ter abraço essa modalidade, pois, foi jogando beach soccer que vivi os momentos mais espetaculares da minha vida, consegui também me formar em duas faculdades, com bolsas de estudos”, destacou. 

 

“Tenho que celebrar também a minha formação como cidadão e homem; a importância de se pensar de forma coletiva, ou seja: tudo que sou e conquistei agradeço a essa modalidade que sou apaixonado e que deixou boas lembranças e muita saudade”, finalizou 


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