23/11/2021 às 09h21min - Atualizada em 23/11/2021 às 09h21min

Mederix, canhota de responsa, marcou época no futebol de areia capixaba

A excelente envergadura protegia a bola como pai zeloso cuida do filho

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Mederix treina futebol de areia com o parça Erich Bomfim na Praça dos Namorados. Fotos de Peter Falcão.


Mederix foi um dos pivôs mais eficientes das modalidades amadoras do Estado. Ao lado dos irmãos Icinho, Feijão e o saudoso Joia fez história no futsal, mas, principalmente, no futebol de areia, onde conquistou títulos nos Estaduais e defendeu a seleção capixaba. 

 

Com a excelente envergadura, protegia a bola como pai zeloso cuida do filho. Então, servia, magistralmente, aos companheiros, ou girava rapidamente para estufar as redes.  

 

Atacante raiz, não gostava de burocracia para definir as jogadas. Com ele, a bola entrava, amigo. Do jeito que queria, mas, especialmente, chutada pela canhota potente, temida, respeitada, abençoada por Deus. 

 

Bom parceiro, sempre transitou, com fidalguia, pelos mais variados pisos. 

 

Ele começou na areia jogando pelada no bairro. Como atuava no futsal pelo Náutico Brasil foi convidado pelo Professor Índio para treinar na seleção capixaba, em 1988, juntamente com os irmãos Jóia e Icinho.  

 

Mesmo não ficando até o final dos treinos com a seleção, em 2000 jogou o Estadual pelo Serra/ UNESC, também com os irmãos, sendo campeão da primeira edição da tradicional competição. 

 

Foi em 2005 que teve a melhor performance no Estadual, com a seleção de Cariacica, se sagrando também campeão. “Minhas lembranças são ótimas, até hoje tenho vontade de jogar”, destacou. 

 

“Já minha maior emoção foi a convocação para seleção capixaba em 2004, onde pude disputar o meu primeiro Brasileiro nas variadas modalidades”, lembrou. 

 

Mesmo sendo excelente finalizador, “Medera” acredita que o que fazia melhor era escorar a bola para os companheiros. 

 

Inesquecível para o grande jogador foi atuar na formação de talentos, na Escolinha Joia Rara. “Foi lindo uma experiência fantástica”, disse. 

 

Ele recorda, com carinho, da vitoriosa passagem pelo futsal, oriundo das escolinhas do Náutico. “Tive a oportunidade de disputar um Brasileiro com o Colégio Nacional”, disse acrescentando que defendeu também a seleção capixaba no Brasileiro de Futebol 7 Soçaite, algo que considera muito bacana em sua carreira. 

 

Mederix ainda joga futebol de campo amador e treina futebol de areia com o parça Erich Bomfim na Praça dos Namorados. 

 

O pivô, temido por todos, derrete-se no dia a dia, dulcíssimo com atividades bem mais suaves. 

 

“O que mais me dá prazer em fazer fora do esporte é ficar com a família. Tenho uma filha de 2 anos e 8 meses, adoro brincar com ela e ficar também ao lado da minha esposa. São duas maravilhosas inspirações”, finalizou. 

 

“Medera” tem pequena frustração, mas conforma-se sabendo que muito fez pelo esporte. “Tinha um sonho de jogar na seleção brasileira, como todo atleta tem, mas não foi possível. Paciência”, disse. 

 

Valeu meu pivô Mederix. Grato querido Janilson Silva Pinto. 

 

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