24/11/2021 às 10h53min - Atualizada em 24/11/2021 às 10h53min

Get back: Paul McCartney mandão? Yoko Ono vilã?

Série de Peter Jackson desmistifica gravação de Let it be

Agência Livre
Foto: Ilustração Web;

O sonho do diretor Peter Jackson, vencedor de três Oscars por seu trabalho na grandiosa trilogia “O Senhor dos Anéis”, era o mesmo de praticamente qualquer beatlemaníaco: poder entrar numa máquina do tempo e viajar diretamente para a Inglaterra no fim da década de 1960, mais precisamente para um estúdio ou sala de ensaio onde Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr estivessem trabalhando.

— Eu ficaria quieto num canto, só um dia, apenas observando — garante o neozelandês Jackson, de 60 anos, em coletiva de imprensa para divulgar “The Beatles: Get back”, uma igualmente grandiosa (e de exuberância técnica) série documental sobre o grupo em três episódios, que estreiam quinta-feira, sexta e sábado no streaming Disney+.

Não que a trajetória meteórica e explosiva do Fab Four não tenha sido exaustivamente documentada em filmes: espécie de primeira (e mais influente) boyband da história da música, os Beatles eram filmados por todos os cantos. Filmes como “Os reis do iê-iê-iê” (1964), “Help!” (1965) e “Submarino amarelo” (1968), porém, eram extensamente editados, usados para fins promocionais.

O que Peter Jackson queria — e quase todos nós, praticamente — era saber como foi, à vera, vícios e virtudes, tapas e beijos, para além de mitos e fofocas, e, assim, desconstruir alguns deles.A sorte é que estamos falando de um dos maiores diretores de cinema vivos, que conheceu o fã Paul McCartney na première de “O Senhor dos Anéis:

As duas torres” em 2002 e conquistou não só a benção de McCartney e Ringo Starr, mas também das viúvas de Lennon e Harrison (Yoko Ono e Olivia Harrison).

, a partir disso, mergulhou na máquina do tempo possível para então contar da melhor maneira aos espectadores o que viu. Para isso, convenceu a Disney, com um empurrãozinho dos adiamentos causados pela pandemia, a transformar um longa-metragem de cerca de duas horas num documentário mais de três vezes maior.


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