30/11/2021 às 06h06min - Atualizada em 30/11/2021 às 06h06min

Gilmar Barbosa: líder nato, de coração gigante

Atleta deixou legião de amigos e admiradores

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Gilmar teve carreira coroada por títulos em variadas competições e divisões. Fotos: Divulgação.

Gilmar Barbosa por onde passou deixou ótima imagem. Não somente pelo futebol eficiente, mas também pela postura profissional e pela excelente figura humana que sempre foi. 

 

Com mais de dez títulos no currículo, Gilmar só joga agora os torneios sub-40, que são bem competitivos, com muitos ex- profissionais escalados. Mas deixou inúmeros fãs e amigos.  

 

Sempre de alto astral, desfruta das deliciosas memórias vividas ao lado de alguns dos melhores jogadores e técnicos capixabas e também das torcidas mais apaixonadas. 

 

E, para alegria de todos que torcem por alguém com ética e postura ilibada no futebol, pretende, a médio prazo, trabalhar com categorias de base. É que Gilmar está prestes a se formar em Educação Física. 

 

Como praticamente toda criança, começou no futebol jogando competição de futebol de base. Paralelamente também arriscava no futebol de salão (agora Futsal). 

 

“No início contei com apoio da família, que fazia de tudo para que eu pudesse ir para treinamentos e jogos. Muita persistência porque não tinha ajuda para passagens do clube. Desta forma, a família foi essencial”, disse.  

 

Gilmar teve carreira coroada por títulos em variadas competições e divisões. 
 

“Títulos tive 11 no total, sendo dois Estaduais capixabas, duas Copas do Espírito Santo, cinco campeonatos da Série B, uma seletiva para Copa Brasil (hoje a Copa ES) e uma Copa dos Campeões”, destacou.  

 

Os momentos mais emocionantes, o grande atleta tem dificuldades de selecionar. “São inúmeros momentos, a primeira partida profissionalmente em 1999 pelo Rio Branco. A estreia com a camisa da Desportiva em 2007, marcando um gol. O gol na final pelo Aracruz, no dia do meu aniversário, saindo campeão e, no mesmo ano, sendo eleito melhor meia da competição. O título pela Desportiva em 2013”, lembrou. 

 

Títulos importantes, segundo ele, são todos memoráveis. “Citarei os dois em cima do Rio Branco, jogando pela Desportiva: Copa Espírito Santo 2008 e 2012. Também o Capixabão de 2012 pelo Aracruz, o Capixabão de 2013 pela Desportiva. O último título, em 2017, pelo Serra”, completou a fera. 

 

Ser considerado um exemplo é algo que traz de casa, da família. “Meu pai foi um exemplo de pai e marido. Minha mãe também, que até hoje é uma guerreira, trouxe isso para mim que levei para a vida profissional”. 

 

Até hoje quando Gilmar encontra pessoas do meio, sejam atletas, ex-atletas ou torcedores estes falam da sua liderança. “Dizem que fui e sou espelho para muitos. Isso me alegra. Assim como ter o respeito de dirigentes e árbitros”, afirmou. 

 

A médio prazo Gilmar deve retornar ao futebol, desta vez como treinador. “Estou concluindo a minha graduação em Educação Física, sempre pensei em trabalhar na base, mas vamos dar tempo ao tempo”, revelou. 

 

O “Xerife” citou os melhores jogadores com os quais atuou. “Nossa uma escolha muito difícil pois atuei com jogadores excepcionais, craques. Listarei alguns. Goleiros- Walter, Felipe, Deninho, Merivaldo, Hiran. Laterais- Sorriso, Alex Gomes, Marquinho Capixaba, Rossato, Danilo Barcellos, Heldinho, Helinho, Ayrton, Loyola. Zagueiros- David, Thiago, Diogo, M. Antônio, Ney. Meio campo- Edinho, China, Léo Oliveira, Sávio, Léo Gonçalves, Cal, Tabata, Morelato, Emílio, Eduardo, Adriano, Bel, David Denner. 

Atacante- Paulinho Pimentel, Kieza, Flávio, Ronaldo Capixaba, Euler, Hércules, Tico Mineiro, Marcos Roberto. São vários atletas, com certeza ficaram muitos de fora”, disse. 

 

Melhor técnico citou alguns que foram importantes na sua trajetória profissional. “Dinho treinador na base, Ari Bianch, Marcos Magalhães primeiro treinador profissional; Cosminho, China, Moreno, tive muitos outros que me ajudaram a crescer profissionalmente”, afirmou. 

 

Sem o acolhimento dos familiares o atleta acha que dificilmente chegaria tão longe. 

“A minha família: pai, mãe, foram primordiais para alcançar o profissionalismo, com todo apoio no início. Depois, veio a minha esposa que me apoiou sempre nas decisões profissionais e na educação de nossa filha, quando estava jogando no interior”, recordou. 

 

O atleta só ia em casa no fim de semana, muitas vezes para passar só um dia em casa. “Graça à DEUS por todo esse apoio”, comentou. 

 

Dos clubes que defendeu, Gilmar considera a torcida da Desportiva a que mais incentiva a equipe em campo, mas destaca ter o respeito de todas as torcidas por onde passou.  ”Mesmo jogando contra, sempre tiveram respeito comigo. Isso não tem preço, sempre busquei fazer o melhor possível para defender a camisa que estava vestindo”, afirmou. 

 

No futebol capixaba, alguns municípios são um pouco mais complicados de atuar devido à pressão dos torcedores. Para Gilmar são eles: “São Mateus e Cachoeiro. Alegre também era complicado e Serra”, comentou. 

 

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