10/01/2022 às 07h16min - Atualizada em 10/01/2022 às 07h16min

Leandrão, zagueiro implacável, ser humano diferenciado

Leandrao começou sua carreira jogando futsal nos jogos escolares, depois migrou para o futebol de campo

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Especialistas revelam que Leandrao seria bom jogador de futebol profissional. Fotos: Peter Falcão

 

 

 Leandrão é um zagueiro implacável, que marca com determinação e ainda faz gols com notável poder de finalização. E é também ser humano acima da média, que transborda exemplos positivos, colaborando até com a inclusão social de jovens por meio do ensinamento da chamada “arte suave”. 

 

É personagem rico do futebol de areia e da vida, extremamente respeitado dentro e fora das quadras. Vale a pena conhece-lo melhor nestes tempos tão ávidos de inspirações. 

 

Ele começou no esporte nos jogos escolares, no futsal, depois migrou para o futebol de campo, ingressando em projeto social, chegando a disputar alguns campeonatos. Mas o projeto não foi à frente e ele interrompeu promissora carreira. 

 

Muitos que o observam em ação, durante as competições, acreditam que ele seria, com relativa tranquilidade, bom jogador de futebol profissional. 

 

Ele analisa com lucidez a questão. “Fico lisonjeado em saber disso. Sempre fui amante do esporte, mas nunca tive a oportunidade de, realmente, ter tido uma base no futebol de campo, pois, comecei a jogar mesmo, com 16 anos e para o futebol é idade já avançada”, avaliou. 

 

“Mas, fico feliz por chegar onde cheguei, sempre batalhando e buscando aprender mais e mais”, disse ainda. 

 

Segundo o grande jogador, o futebol de areia foi “amor à primeira vista”. Começou participando de torneios do bairro, no Horto, de Maruípe, até então entre “peladeiros”, que se reuniam próximo do torneio para disputa-lo. 

 

Já atleta muito respeitado, Leandrão destaca três situações que mexeram um pouco mais com ele. “A primeira foi a estreia no Estadual pelo time de Marechal Floriano com o professor Paulo Host. Uma coisa que até então só via do lado de fora, na arquibancada, e quando me deparei, ali dentro de quadra, com todo aquele glamour que o Estadual tinha, fiquei muito feliz”, disse. 

 

“A segunda foi o vice-campeonato da etapa de Vitória do Brasileiro pelo time do Vila Velhense, do professor Alex Fabiano Dutra. Tínhamos um time muito jovem e pouco conhecido. Conseguimos desbancar clubes renomados (como Desportiva, Río Branco, Flamengo e Botafogo) até chegarmos na final contra a fortíssima equipe do Vasco. Fizemos um jogão contra eles, mas a experiência falou mais alto. Mesmo com o vice, saímos de lá muito satisfeitos com o resultado”, afirmou. 

 

A terceira ocasião especial foi a disputa da Copa do Brasil, em Manaus, também sob comando do Alex Fabiano Dutra. “Foi pela seleção de Vila Velha. Fiz minha estreia em viagem de avião”, disse sorrindo. 

 

O atleta tem grande ligação com o Juventude, clube que marca presença relevante sempre nos Campeonatos Metropolitanos. “Conheci essa família nos torneios de bairro, e dali recebi o convite para fazer parte do time no qual estou até hoje”, disse. 

 

“Devo muito à Família Juventude. Todo reconhecimento que tenho e todos os times que já joguei foi graças à essa Família. Saímos de um bairro onde muitos não tem apreço por escrever nossa história dentro do esporte. Enfim, sempre serei grato ao Juventude”, acrescentou. 

 

Leandrão se sente feliz por ter tido oportunidade de ter atuado ao lado e contra várias feras do esporte, alguns com imenso reconhecimento internacional, tais como Buru e Bruno Xavier, melhores do mundo FIFA e Mão, melhor goleiro do mundo também FIFA.  

 

 

Ele cita ainda o goleiro Marquinhos, atual presidente da federação capixaba, e Jorginho, craque da seleção do Brasil e do Vasco, um dos maiores de todos os tempos. 

 

Mas o seu ídolo mesmo é o professor Eliandro Andrade dos Santos. “Que mesmo com toda dificuldade, faz excelente trabalho social com a garotada, tentando manter vivo o nosso beach soccer”. destacou. 

 

Parça dentro e fora das quadras é o Jotinha. “Este sempre esteve comigo, desde o começo, é meu parceiro integralmente”, elogiou. 

 

O zagueiro impressiona pelo vigor físico e explica esta qualidade por meio, sobretudo, da disciplina. “Sempre gostei de me cuidar fisicamente, sempre gostei de preparo físico, quando ia treinar colava no cara que puxava as atividades”, disse. 

 

“No futebol de areia, uma das minhas inspirações foi Buru, exatamente pelo vigor físico e, logicamente, pela qualidade com a bola no pé”, concluiu. 

 

Curiosamente, Leandrão é faixa-preta na “arte suave”. Confessa que tinha certo preconceito contra a luta, mas superou para incentivar o filho a praticar algum esporte. 

 

“Quando a gente tá dentro do esporte consegue enxergar muito além. O jiu-jitsu te traz controle próprio, respeito por todos, desenvolvimento em muitas outras áreas, hierarquia. E nesta de incentivar o meu filho estou na arte há quase oito anos”, brincou. 

 

“Na academia, junto com meu mestre, Thiago Cordeiro, desenvolvemos algumas ações sociais. Dentro destas ações temos projetos de jiu-jitsu em alguns bairros da Grande Vitória”, comentou. 

 

“Um deste projeto fica na Igreja da qual faço parte, igreja de Nova Vida, no Bairro Itararé. Meu pastor, Marcelo de Azevedo, cedeu espaço na Igreja para que esse projeto fosse inserido no bairro. E fazemos trabalho muito bacana com as crianças da comunidade”, acrescentou. 

 

Leandrão é instrutor respeitado e experiente. Ajuda a formar novos motoristas, sempre com alto astral. Quando sobra tempo gosta de estar com a família “recebendo o carinho e apoio de sempre”. 

 

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