08/02/2022 às 06h21min - Atualizada em 08/02/2022 às 06h21min

Rose Andrade, a alma do São Pedro, o grande campeão brasileiro

Desportista não esconde que sempre confiou que o grupo chegaria longe

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Casados, Rose e João merecem toda a reverência .Fotos de Peter Falcão

Rose Andrade e João Luiz Bernardes são os responsáveis pelo São Pedro, um instituto que consegue, incrivelmente, às custas de muito esforço e abnegação, ao mesmo tempo, promover a inclusão social, revelar talentos e obter resultados significativos no esporte de alto rendimento. 

 

 

Ao longo de sua história foi o clube que ganhou mais títulos no futebol de areia feminino capixaba. Do Campeonato Estadual, do Campeonato Municipal de Vitória, do Campeonato Metropolitano, além de servir como base nos eventuais encontros da seleção capixaba. 

 

 

Mas no final do ano passado, São Pedro impactou o país: venceu o Campeonato Brasileiro de Futebol de Areia Feminino, no Centro Esportivo Santos Dumont, em Boa Viagem, Recife, Pernambuco, em uma das maiores conquistas do esporte coletivo feminino capixaba de todos os tempos. 

 

 

Casados, Rose e João merecem toda a reverência. Dedicaram partes significativas de suas vidas ao Instituto São Pedro. E sem ostentação, nem mimimi, como se oferecessem, silenciosamente, um brinde às boas almas do esporte. 

 

 

Hoje vamos retratar a Rose, que se dedica como de dirigente (e agora técnica com os melhores cursos do país no currículo), após brilhante carreira no próprio São Pedro e também no futebol de campo. 

 

 

Não foi fácil a trajetória da conquista do Campeonato Brasileiro. Segundo Rose, as dificuldades são sempre as mesmas, derivadas, geralmente, da falta de apoio. 

 

 

“Mas sempre superamos bem, contando com a ajuda de alguns parceiros, parentes, amigos e pessoas que gostam da nossa equipe. E com envolvimento das atletas para vender rifas e divulgar. Além dos patrocínios que conseguimos”, destacou. 

 

 

A motivação foi tão grande de participar que até vaquinha online foi feita para arrecadar o valor da hospedagem e alimentação.

 

 

“As passagens foram cobertas pelo programa Compete Esportivo do Governo do Estado”, disse. 

 

 

Em quadra o time teve muitas qualidades, mas principalmente a união, o companheirismo do grupo e o foco na competição. “Um grupo muito bom tecnicamente e comprometido com o objetivo de ser campeão”, avaliou Rose.  

 

 

A grande desportista não esconde que sempre confiou que o grupo chegaria longe. “Sabia que com o elenco que formamos chegaríamos entre os melhores. Mas também sabia das dificuldades e do nível técnico da competição. Fomos com consciência das dificuldades, mas acreditando no nosso grupo”, comentou. 

 

 

Rose está focada em aprimorar os conhecimentos, para ajudar a equipe, na temporada de 2022. “Espero que nosso Estado retorne para o lugar de destaque na modalidade e que a gente consiga participar de mais competições estaduais e nacionais ajudando no desenvolvimento da modalidade”, afirmou. 

 

 

E dedicação não tem faltado. “Fiz um curso na Federação do Rio e, no final do ano, consegui concluir a Licença B da CBF. Foi a primeira Licença no beach soceer e fui a única mulher na minha turma”, lembrou. 

 

 

Rose não sabe se seguirá profissionalmente como treinadora de futebol de areia. “Acredito que ainda falta muito para conseguir viver de beach soccer aqui no Brasil, não consigo me dedicar como gostaria. Mas estou disposta a continuar essa busca de me capacitar e estudar mais. Infelizmente temos poucas oportunidades de capacitação na modalidade”, lamentou. 

 

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »

Quais são os piores motoristas de Colatina

47.2%
23.1%
29.7%