03/03/2022 às 05h58min - Atualizada em 03/03/2022 às 05h58min

No aniversário, fui abraçado pelo Gatebooll, modalidade do companheirismo e contra a solidão

Aprendi que o Gateboll foi criado em 1947 no Japão

- Peter Falcão
Eu aprendi muito, no meu aniversário, os valores deste esporte. Foto de Peter Falcão


No último 19 de setembro, quando completei 55 anos, resolvi viver dia diferente e fui à Praça dos Namorados, na Praia do Canto, assistir à partida de Gateboll, tradição dos domingos da Associação Nikkei de Vitória. 

É esporte apreciado, embora criado para crianças, sobretudo, pelos idosos. 

A regra é simples. São necessários quatro equipamentos. O taco, o arco, um pino e bolas (brancas e vermelhas). 

As vermelhas, com números ímpares, 1-3-5-7-9 e as brancas: pares: 2-4-6-8-10. Com as bolas, os números das ordens de tacadas. 

Jogam dois grupos. Cinco pessoas (preferencialmente) com bolas vermelhas e cinco com as brancas, iniciando com o jogador da bola vermelha.  

A duração é de 30 minutos e cada jogador deverá passar pelos gates 1, 2 e 3 e, finalmente, acertar no goal pole (Pino). 

Aprendi que o Gateboll foi criado em 1947, no Japão, para amenizar a grande depressão, após a II Guerra Mundial. 

A ideia foi alegrar as crianças e a inspiração foi o críquete.  Visou-se idealizar esporte que não necessitasse de muitos equipamentos e nem grande área física. 

Soube que, com o tempo, ele começou a ter grande aceitação, sobretudo, por não requerer esforço físico, além de aumentar o poder de concentração e a socialização. Muitos médicos o receitaram também para ajudar na cura da depressão. 

Também fiquei sabendo que, no fim dos anos de 1980, o gateball expandiu por todo Japão. E que foi introduzido no Brasil por Matsumi Kuroki, após visita ao Japão, em 1978. O começo das atividades foi no Clube dos Anciões do Brasil. 

Em 17 de Julho de 1979, foi promovido o primeiro jogo no campo da Associação de Jovens de Fukuhaku. Finalmente, em 11 de Setembro de 1981, foi realizado no Brasil o I Torneio de Gateboll, promovido pelo Clube de Anciões Hakuju-kai de Itapeti. 

Atualmente, as entidades lutam para engajar os jovens, visando a manter o esporte vivo, revigorando tradições. Segundo os praticantes, uma das suas funções é melhorar, de forma geral, a qualidade de vida dos adeptos.  

É fácil perceber o quanto o “Gate” exige de raciocínio lógico e estratégia. Além das caminhadas, agachamentos e movimentos precisos dos braços. Soube que solitários encontraram nas quadras novos amores. 

Eu aprendi muito, no meu aniversário, os valores deste esporte. Ele é, sobretudo, um abraço ao companheirismo, à solidariedade e contra a solidão. E olha que não tenho nem os olhinhos puxados! 


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