26/03/2024 às 09h51min - Atualizada em 26/03/2024 às 09h51min

Peixe alucinógeno que provoca efeitos semelhantes ao LSD

Ciência Em Dia
Apesar disso, o peixe é consumido em alguns restaurantes da França. Foto: ilustração Científica


De acordo com o Aquário de Barcelona, a salema é o único animal que se alimenta da chamada “alga assassina” (Caulerpa taxifolia), que contém uma toxina chamada caulerpina, que outros animais não toleram.

A partir da ingestão desse componente, que é degradado pelo organismo do animal, as propriedades são absorvidas e passam se apresentar como neurotoxinas que infectam àqueles que tentam consumir o peixe. Ou seja, o processo ocorre através de uma bioacumulação.

De acordo com estudos, há relatos do uso das propriedades alucinógenas da espécie ainda no Império Romano. A parte mais atribuída aos delírios é a cabeça do animal, entretanto, os órgãos também são apontados como veículos de contaminação. Apesar disso, o peixe é consumido em alguns restaurantes da França e, a depender do preparo e também da alimentação do animal, nem todas as pessoas sofrem com alucinações.

Com processo metabólico lento de toxinas no sistema nervoso central do corpo humano, além dos efeitos psicológicos, a contaminação pode provocar febre e fraqueza muscular por dias.

Ainda assim, os efeitos alucinógenos não atuam de maneira uniforme em todos os infectados. Há quem tenha sintomas digestivos leves, visões psicodélicas e auditivas por cerca de 36 horas, como foi o caso de um homem de 40 anos relatado em estudo científico. O estudo foi publicado na revista científica Clinical Toxicology.


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