14/11/2019 às 06h26min - Atualizada em 14/11/2019 às 06h26min

Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com mais diabéticos no mundo

- Centro Médico
Ilustração

O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking dos países com mais diabéticos no mundo. A doença é a terceira causa de morte entre as brasileiras e a quarta entre os homens do país.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, entre 2008 a 2018, houve um aumento de 24% no número de brasileiros diabéticos com mais de 18 anos. 

Para piorar o cenário, 14 milhões de pessoas são pré-diabéticas e, se nada for feito, elas irão aumentar essa estatística nos próximos anos. Mas, o que explica esse aumento da prevalência de diabetes? Segundo a endocrinologista Flavia Tessarolo, o crescimento da obesidade é um fator importante.

“Nos últimos 40 anos, temos observado o crescimento progressivo da obesidade em todo mundo. No Brasil, mais da metade da população está acima do peso normal. Sabemos que sobrepeso e obesidade são fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, que corresponde a 90% dos casos. Sedentarismo e maus hábitos alimentares contribuem para esse cenário”, explicou.

A especialista pontuou ainda que os brasileiros precisam saber que mais de 50% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados. “Para isso, é preciso controlar o peso, praticar atividade física regular e se alimentar de forma saudável”, completou.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce e controle adequado da doença são fundamentais para evitar as complicações crônicas da doença, que incluem:

Retinopatia, que pode levar à cegueira: 1 em cada 3 diabéticos podem desenvolver algum tipo de perda de visão durante a vida.

Nefropatia: 10 vezes mais frequente ente os diabéticos, e pode evoluir par insuficiência renal.

Neuropatia periférica, que predispõe á ulceras em pés e pernas, que muitas vezes culminam com a amputação.

Infarto e Acidente Vascular Cerebral (derrame cerebral): diabéticos são propensas a desenvolver doenças cardiovasculares 3 vezes mais que as outras.

“Quando fazemos o diagnostico de diabetes tipo 2, em grande parte das vezes, o diabético viveu pelo menos 8 anos com a doença sem saber, e muitas vezes as complicações crônicas já estão presentes no diagnóstico. Por isso, todos devem realizar exames de rotina para diagnóstico precoce, principalmente quem tem fatores de risco da doença. Para quem é diabético, manter o controle adequado da glicose, previne o aparecimento de complicações e melhora a qualidade de vida”, completa Flavia Tessarolo.

 Em todo o mundo, o mês de novembro é dedicado à conscientização e esclarecimento da população não só sobre o câncer de próstata, mas também sobre o Diabetes. O Novembro Azul Diabetes, como também é conhecido, tem seu ponto alto no dia 14, quando é celebrado o Dia Mundial do Diabetes. 

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