04/05/2020 às 11h36min - Atualizada em 04/05/2020 às 11h36min

Inovação que gera mais economia e qualidade

Lançado em dezembro do ano passado, o programa “Mais Leite” da Coopeavi sinaliza os primeiros resultados

- Leandro Fidelis/Coopeavi
Fotos>Leandro Fidelis
Lançado em dezembro do ano passado, o programa “Mais Leite” da Coopeavi sinaliza os primeiros resultados positivos na detecção em 24h da causa de mastite.

egundo os indicadores do laboratório de Microbiologia da Coopeavi Lácteos, das 53 vacas com mastite clínica analisadas em fevereiro e março, 24 não precisaram receber o antibiótico no controle da doença. Sem a necessidade do medicamento, a economia foi de R$ 2.874,24 aos 22 pecuaristas associados inscritos no projeto

 
O tratamento da mastite (inflamação da glândula mamária causada por microrganismos dos quais as bactérias são os principais agentes causadores) é um dos principais gargalos na produção de leite. Antes do programa “Mais Leite”, para se obter um diagnóstico preciso, o pecuarista chega a aguardar 25 dias após enviar a amostra do leite coletado para análise.

A Coopeavi oferece o exame a R$ 20 por amostra de leite aos associados que aderiram ao programa por meio de assinatura de contrato. A cooperativa fornece aos cooperados interessados os kits com material para coleta e acesso ao aplicativo (app) que faz a gestão do controle da mastite, permitindo o monitoramento remoto pelo próprio aparelho celular do produtor ou computador.

O produtor precisa apenas enviar uma amostra do leite pelo veículo que faz a captação na propriedade e aguardar a informação com o resultado pelo aplicativo em até 24 horas.

O objetivo da Coopeavi é viabilizar a atividade leiteira com a diminuição do custo por evitar o descarte do leite e o uso de antibióticos sem necessidade, uma vez que o uso indiscriminado torna as bactérias resistentes. Conforme dados nacionais da empresa OnFarm, 40% das mastites não necessitam ser tratadas com antibióticos.

Outros resultados verificados apontam a eficácia do projeto inovador e pioneiro no noroeste capixaba, com duração inicial de seis meses. De acordo com a responsável pela Gestão de Qualidade da Coopeavi Lácteos, Naiara Moura, em março os produtores deixaram de descartar 1.584 litros de leite- uma média de 66 l/dia- e economia de R$ 2.154,24, sem fazer uso de antibióticos.

"Quando um animal apresenta mastite na propriedade, o produtor já faz utilização de antibióticos e outros medicamentos sem saber o agente causador, tratando todas as mastites da mesma maneira. Isso gera um grande problema financeiro, pois há descarte do leite por muitos dias (em alguns medicamentos se faz necessário por mais de sete dias), há gastos desnecessários com medicamentos e ainda pode levar à resistência bacteriana, tornando a mastite crônica”, afirma Naiara.

Os indicadores da análise do leite de 53 vacas ilustram bem como a produção de leite pode ganhar em qualidade com o rebanho mais saudável. Os produtores deixaram de utilizar 72 bisnagas de antibiótico em três dias de tratamento correto, o equivalente a uma economia de R$ 720,00, tendo como referência cada bisnaga a R$ 10,00. “Acima de quarenta por cento dos casos a cura se deu naturalmente, por ação do próprio organismo. Quanto mais produtores associados aderirem ao programa, mais resultados teremos”. 

O zootecnista e gestor da equipe de assistência técnica Bovina da Coopeavi, Filipe Fialho, destaca a validade do investimento dos pecuaristas cooperados no teste para detectar a causa da mastite. 

“A coletânea de resultados na nossa região está mostrando o caminho certo aos produtores. Até então, o tratamento de mastite era feito com antibióticos em geral, mas sem determinação do agente causador para atuarmos especificamente em cima dele. Isso trará assertividade no momento do tratamento”, afirma.

Técnicos vão levar mais informações aos produtores

A atuação em campo do corpo técnico da Coopeavi assegura a continuidade do “Mais Leite”. De acordo com Filipe Fialho, os técnicos são o melhor caminho para o sucesso do programa junto aos associados, pois levam a novidade do setor de Lácteos para os locais de atuação.

“Cada técnico leva no carro um kit com os coletores e todo material necessário para enviar as amostras de leite para o laticínio. Em vinte e quatro horas, o laboratório devolve o resultado da análise com a certeza da causa da mastite e como deve ser o tratamento”, destaca o zootecnista.
Produtores sem contrato com o programa também tem acesso ao exame ao custo de R$ 25 por amostra. Os técnicos ou a equipe do setor de Qualidade podem ser procurados no caso de dúvida.

Durante este período da pandemia da Covid-19, os técnicos cumprem quarentena e os próprios produtores estão realizando a coleta do leite para análise. Por sua vez, o Laboratório de Microbiologia em Nova Venécia continuará recebendo as amostras de segunda à quinta-feira, em período integral, e sexta até 12h para garantir o resultado em até 24h.
Para Filipe Fialho, o trabalho de base no controle da doença em vacas visa a percepção do consumidor final com a qualidade dos produtos da marca Veneza. “A intenção não é só nosso produtor reduzir o custo de produção, mas o consumidor final saber que esse trabalho rigoroso feito na base garante leite mais saudável e gera produtos com melhor qualidade”.
Sobre a Coopeavi – A Coopeavi é uma cooperativa do segmento Agronegócio, com atuação no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Fundada em 1964, atualmente conta com mais de 16 mil cooperados, em sua maioria pequenos e médios produtores. Em 2015, incorporou a Pronova, cooperativa com cafeicultores especialistas em qualidade de café, e inaugurou o primeiro Condomínio Avícola para produção de Ovos do Brasil. Já em fevereiro de 2019, incorporou a Veneza, passando a atuar também no ramo de laticínios.
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