21/07/2020 às 18h23min - Atualizada em 21/07/2020 às 18h23min

​Setentão, Galvão Bueno, o mais adorável hóspede do Praia Sol, as primas testemunhas

Galvão Bueno nesta terça , 21 completa 70 anos, diz o cronista Peter Falcão

- Peter Falcão
Pauta Livre Assessoria
Nos corredores quando nos víamos, o narrador global soltava o vozeirão: “Bom dia”, “Boa tarde” ou “Boa noite”..Foto > Reprodução TV Globo

Em 1996, A Gazeta me hospedou no Hotel Praia Sol, em Nova Almeida, para conviver durante três dias com a “intimidade” da seleção brasileira que faria amistoso antes da Olimpíada de Atlanta (EUA), contra a Polônia, no Engenheiro Araripe.

Para ser sincero, se me perguntassem preferia viver na intimidade com minha namorada.

 Mas hospedei-me lá, com café da manhã, almoço, jantar e seis águas minerais por dia, conforme o acordo do jornal com o hotel.

 Ou seja, seriam, em tese, três dias de abstinência, em hotel de bacana.

Vocês estão me entendendo. Nada de breja. De outro prazer tão sagrado, então, nem se fala.

 Com 15 anos, estavam hospedadas lá minhas primas gêmeas, Renata e Roberta. E, com pouco menos de idade, soube quase duas décadas depois, também a minha sócia Lorena, com sua prima gostosa.

 Entrevistei muita gente. Ronaldinho Fenômeno, que fez xixi no intervalo do jogo, ao vivo, escondendo o pinto atrás da bola, sentado no círculo central. Amaral, Tostão, Zagalo, Aldair, dentre outros.

 E estive bem perto do Galvão Bueno, que nesta terça (21) completa 70 bem vividos anos. Posso garantir que o cara é gente boa. Ou pelo menos foi naquela ocasião.

 Nos corredores quando nos víamos, soltava o vozeirão: “Bom dia”, “Boa tarde” ou “Boa noite”.

Bebia o vinho dele jamais se negando a posar para fotos com os fãs. E dividia a mesa com jornalistas de todas as épocas, não somente com os mais famosos ou com os da moda.

 Na época eu adorava o Oldemário Touguinhó, jornalista raiz que tinha muitas fontes e promovia furos dia sim, dia não, nos concorrentes. O Galvão deu abraço tão carinhoso nele que fiquei com inveja. Dos dois.

 Produtor da TV Gazeta foi buscar o Galvão para entrevista no Espírito Santo Notícias Primeira Edição em seu carro particular, bem simples.

 Galvão, com delicadeza, o descartou. “Obrigado amigo, já tenho um carro alugado pelo pessoal da Globo. Cadê o motorista?”.

 De fato, tinha. E com ar condicionado.

 Um dia, Galvão causou espanto. Jogou vôlei com alguns profissionais da imprensa trajando botas de bico fino, calça de veludo, camisa de manga comprida preta e jaqueta de retalhos de couro. O sol não estava à pino, mas estava lá.

 Ao se despedir, cumprimentou todos os funcionários carinhosamente. Pelo menos os que estavam por ali.

 Ele pensou que eu fosse um deles. Apertou minha mão e eu não falei nada. Falar por quê? Estava bom demais assim
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