21/02/2019 às 18h09min - Atualizada em 21/02/2019 às 18h09min

Modelo colatinense é top na Índia

País oriental investe em modelos do mundo a fora

- Nilo Tardin
Divulgação
Outras terras. Outro mundo. Ela encarou o desafio de conquistar a carreira de modelo internacional ao embarcar com a cara e coragem rumo à Índia.

Sem nunca ter desfilado, Lorrayne Muller, 25 anos partiu para Mumbai onde mora há cerca de um mês num apartamento junto a três modelos ucranianas.

Apesar das dificuldades iniciais como a língua, comida e as armadilhas do meio profissional, os ensaios fotográficos para sites e catálogos revelam que a menina leva jeito.

Mas por que a Índia? – Uso 42. A Índia trabalha com um tamanho maior. Não precisa ser magra. As roupas são largas, conta Lorrayne sobre a decisão de embarcar no sonho de vencer no coração de um país bem diferente do nosso.

Em Colatina, Lorrayne participou de trabalhos para grifes locais. Na Índia,  revela que o povo usa todo tipo de roupa moderna, mas nada decotado ou exposto. “O estilo indiano prevalece, cangas, calças coloridas e sáris”, destaca.

Neste curto espaço de tempo, a gigantesca cidade indiana mudou a vida da jovem personal trainer colatinense, agora uma espécie de personalidade nas ruas da esplêndida ‘Bombaim’, do filme de Tarzan e os Elefantes.  “Por sermos diferentes, as pessoas pedem para tirar fotos, as crianças olham admiradas, mas não pretendo ficar’, frisou.

Mas não foi fácil chegar até lá, conta a garota  após enfrentar 30 horas de vôo, além de sérios problemas com a agência.  

 “Assim que cheguei, o apartamento era um muquifo. Sujo, tudo fora do lugar. Não quis ficar. Fugi. Procurei outra agência. Chego a trabalhar de 9 a 12 horas por dia, as regras são rígidas. Não pode sair após a 21 h, levar pessoas para casa, mas quase ninguém respeita, se descobre dá multa. 

A vida na Índia é bem complicada, confessa a modelo colatinense destaque em Mumbai.  “É muito perigoso, não tenho medo de contar. Quem vier deve ficar de olhos abertos. Não te forçam sabe,  parece que montam uma situação, tipo vai que cola. Deve verificar 100% das condições do contrato. Acham que gente vai pra cá para ser escrava fazer programa”, alertou.



Oriente é opção para quem quer seguir carreira internacional 

Formada em educação física, Lorrayne Muller – com 14 mil seguidores no Instagran -, diz que a experiência tem rendido bem com os valores pagos nos estúdios, algo entre R$ 400 e R$ 500,00 por dia. 

-Não falo inglês. Tem sido difícil. Todo mundo  fala o híndi e inglês. A comida apimentada foi outro embaraço encontrado para se adaptar a exótica cultura indiana.  

Lorrayne diz que não quer ficar, porém conheceu meninas que se deram super bem na carreira longe do competitivo mercado da moda como Roma, Paris e Londres.  

O trânsito no centro de Mumbai chamou sua atenção pelo fato de rebanhos de vacas circularem normalmente no asfalto sem serem incomodadas.   “Aqui não tem desfile. Só foto mesmo”, ressaltou.  Quanto às colegas de quarto? –São da Ucrânia, louras e magrinhas.  Não consigo me comunicar com elas...
 

Perfil

Nome: Lorrayne Muller
Altura: 171 cm
Idade: 25 anos
Cintura: 71
Busto: 90


Localizador

Onde fica: Mumbai. É a maior e mais importante cidade da Índia, uma população estimada em 12.478.477 habitantes. Situa-se nas margens do Oceano Índico. 
A língua 
mais ouvida nas ruas da cidade é uma variante coloquial de híndi chamada Bambaiya, que mistura hindi, marata, inglês e algumas palavras próprias.
   

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