01/10/2019 às 13h19min - Atualizada em 01/10/2019 às 13h19min

TG de Colatina comemora Jubileu de Ouro em 2020

- Paulo César Dutra
Paulo César Dutra
Os coordenadores do “Jubileu de Ouro” da Turma que serviu o Tiro de Guerra 01-108, em Colatina, Espírito Santo, em 1970, fizeram a primeira reunião no último  domingo, dia 29, em São Silvano, para o primeiro passo sobre o evento que será realizado em 2020.

Participaram da reunião os ex-atiradores Ivo Balarini (Cabo Balarini), Hugo Carlos Rocha (Sd Hugo), José Vilmo de Souza (Major Vilmo) e Paulo César Dutra (Sd Dutra) que fazem parte da coordenação.

O encontro aconteceu na residência do Balarini, regado de um bom churrasco e um galo caipira ao molho pardo.

Neste primeiro encontro ficou decidido que uma das prioridades da turma será a de participar do desfile cívico do aniversário de 99 anos de Colatina, em 22 de agosto de 2020. Neste mesmo dia, 22, no período da tarde (a partir das 12 horas), será realizada uma festa de confraternização com os familiares dos reservistas da Turma de 70 e convidados, em local ainda a ser definido.

A participação será aberta aos reservistas que serviram em outras épocas no TG. A data da  próxima reunião da coordenação não foi definida ainda. 
           
Breve histórico
 
  Ninguém se importa com histórias de soldados, inclusive alguns daqueles que serviram o Exército, que  chamam isto de saudosismo e preferem guardar para si ou até passar uma borracha naquele período.
Porém poucos sabem como é importante contar as histórias e mexer na memória daquele tempo em que serviram a pátria, com muita honra.

E aqui, no pouco espaço que tenho, vou memorizar um por cento só da Turma de 1970, do Tiro de Guerra - TG de Colatina (se fosse escrever tudo, daria uma enciclopédia), que serviu o Exército no período de 30 de janeiro a 30 de novembro daquele ano, da qual fiz parte. O TG de Colatina foi fundado no dia 31 de outubro de 1945, estava completando 25 anos, em 1970, por isto a turma foi chamada do Jubileu de Prata.

A turma que se apresentou no primeiro dia de atividade, era composta por 123 atiradores, em sua maioria com 18 anos de idade, que felizes ou não, com a nova experiência de vida, seguiram todas as ordens sintonizadas pelo grito 1, 2, 3 , 4, 4, 3, 2, 1. Eram jovens que  nas ordens unidas cantavam "...aqui não há quem nos detenha e nem quem turbe a nossa galhardia, brasileiros nós somos, nós somos brasileiros..."

 E o Exército enfrentava naquela ocasião os ataques terroristas do capitão Carlos Lamarca, chefe da organização "Vanguarda Popular Revolucionaria", que invadia os quartéis para roubar armas e munições e matava seus colegas de farda. E quem serviu o Exército em 1970, sabe que foi o ano em que Lamarca mais atacou os quartéis. 

E os soldados foram preparados para defender os quartéis, seus familiares e  a pátria, a qualquer custo, inclusive com a própria vida. Isto ficou marcada na cabeça daqueles rapazes no TG.
 
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