12/03/2020 às 20h57min - Atualizada em 12/03/2020 às 20h57min

Ligação oportuna de atleta parceiro prolongou minha carreira por décadas

- Por Peter Falcão
Foto Peter Falcão
Clube capixaba disputou torneio de futsal em outro Estado e ficou em segundo. No bar surgiu conversa de me passar o resultado errado, “tornando” a equipe campeã.

Todos tinham que concordar para dar certo. Dito e feito: o diretor do clube me forneceu as informações erradas e fiz a matéria, desconfiado para caramba.

“Senti” o cheiro de cerveja pelo telefone, a milhas de distância, pela língua enrolada do sujeito.

Fui para casa, com pulga chata atrás da orelha, mas no caminho recebi telefonema de parceiro, que atuava como fixo, com os dados corretos. Voltei correndo (e com o emprego por um fio) ao jornal A Gazeta e redigi outro texto.

Como escrevíamos matérias em laudas de papel, bastou rasgar as antigas e substituir pelas novas antes que o editor percebesse.

No dia seguinte, quando desembarcaram no Estado, compraram o jornal e viram a matéria perfeita na página.

A ligação, oportuna, de um velho “orelhão”, prolongou minha carreira por algumas décadas.

Em tempo: o parça que ligou, evangélico, era o único que não ingeria álcool.

Ai de mim se só tivesse cervejeiro na delegação!

Estaria hoje, talvez, com todo respeito, trabalhando em algo burocrático e sem nenhuma história, um pouco mais torta, para contar.

Não guardo mágoa do episódio. Só tinha colegas ali. Éramos amadores, no volume máximo, no final dos anos de 1990. Coloco a culpa na cerveja, coitada.

Foi brincadeira de mau gosto, destas que todos fazemos, estimulados pelo álcool, e depois choramos o leite derramado.


É melhor pensar assim e tentar rir da situação. Desta forma a vida segue e evitamos doenças na alma.

Já temos muitas, não é mesmo?



 
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