07/11/2018 às 16h16min - Atualizada em 07/11/2018 às 16h16min

Menina, a xodó da praça de táxi da rodoviária

Taxista adotaram vira-lata como animal de estimação

Nilo Tardin - Nilo Tardin
Ela é luxenta, diz o motorista Edivaldo Vieira, 56 anos ao descrever o temperamento ‘refinado’ da Menina, a cadelinha de rua adotada pelos profissionais do volante da praça de taxi da Rodoviária de Colatina, noroeste do Espírito Santo.

A cidade de Colatina em agosto de 2021 completará 100 Anos. Demonstra através dos seus moradores o exemplo de amor aos animais. 

Ninguém sabe quanto anos a Menina tem ao certo. Está na faixa dos oito anos pelo tempo que mora ali na Praça Altemar Dutra sob o zelo dos 32 taxistas e defensores. Pela idade canina é uma senhora tratada com respeito, atenção e carinho que desde filhotinho. 

“Não come qualquer coisa não. Enjeita arroz com feijão. Aprecia mesmo é um churrasquinho”, afirma o veterano Edivaldo Vieira, 54 anos um dos ‘donos’ da cachorra. Há 32 anos no ponto de taxi, Edivaldo afirma que casou, criou filhos e espera logo comprar um pedaço de terra e se aposentar. 
“Menina é o xodó da praça. Faz companhia a gente 24 horas. Era novinha quando o Reginaldo que saiu daqui a pegou depois que foi atropelada. Passamos a cuidar dela assim que foi operada e castrada”, afirmou Edivaldo. Água limpinha, ração, comidinha caseira e até uma bela casa de azulada foi providenciada para que Menina não ficasse no tempo. Uns trapos completam o enxoval do vira-lata malhada.

O taxista Herivelton Scardini, 48 aos foi quem providenciou o atendimento. A cadelinha estava gravemente machucada nas duas patas traseiras. “Levei na clínica do Marcão. Foi operada e medicada. Paguei somente os remédios”, contou. A mascote dos taxistas e ambulantes da rodoviária reconhece cada um deles. 

Como sempre, alguns são mais chegados dela do que outros, recorda o chofer Ivo Geraldo Ott, 47 anos veterano do volante de praça colatinense. “Menina está aqui desde pequenina, faz companhia qualquer hora do dia ou da noite. Está sempre numa boa. A gente percebe que ela gosta Caubói e do Mozer porque dão mais atenção a ela”, frisou.
- Sei de uma coisa, Menina não gosta de mendigo nem de nóia. Late até que vazam de fininho”, alerta Evanir José Lourenço, 56 anos. O tempo fechado, céu encoberto por grossas nuvens de chuva fez com que a cadelinha se escarafunchasse dentro de casinha, mas bastou o taxista Leonardo Pereira, 24 anos, o Caubói chegar para sair atrás dele rua a fora.

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