04/08/2021 às 17h09min - Atualizada em 04/08/2021 às 17h09min

Assassino do ex-governador Gerson Camata é condenado a 28 anos de prisão

Apesar deconfessar o crime, o acusado negou que teria o objetivo de matar o político

Folha Vitória
Ex-governador Gerson Camata (Dir) e Marcos Venício Moreira Andrade (Esq) e o assassino confesso. Foto: Divulgação.

O economista Marcos Venício Moreira Andrade, assassino confesso do ex-governador do Espírito Santo, Gerson Camata, foi condenado a 28 anos de prisão, por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma. 

A sentença foi proferida por volta das 16h20 desta quarta-feira , 4 no Fórum Criminal de Vitória, onde foi realizado o júri popular sobre o caso.

Gerson Camara  foi morto com um t iro nos pescoço no dia 26 de dezembro de 2018, aos 77 anos, na Praia do Canto, em Vitória. Marcos Venicio, que já foi assessor de Camata, foi preso no mesmo dia e confessou o crime.

Em julho de 2019, a Justiça decidiu que Marcos Venicio, denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, fosse submetido a júri popular.

Marcos Venício é economista e era o responsável pelas finanças e pelas campanhas políticas de Camata entre os anos de 1986 e 2005. A linha de investigação do Ministério Público aponta que o motivo do crime foi financeiro.

O ex-governador moveu um processo contra o acusado por calúnia e difamação, depois que o ex-assessor foi a público apontar possíveis irregularidades no governo de Camata. Eles tinham uma briga desde então e o processo teria motivado o crime. 

O julgamento teve início nesta terça-feira, 3 No primeiro dia, todas as sete testemunhas de acusação e as quatro de defesa foram ouvidas. Inicialmente, seriam cinco de defesa, mas uma delas foi dispensada.

O réu confesso Marcos Venício Moreira Andrade foi o último a prestar depoimento. 

Durante o depoimento, na noite de terça, o réu disse que tentou se aproximar de Camata por diversas vezes para explicar as denúncias que foram feitas contra ele, mas que sempre era recebido com agressividade pelo ex-governador.

No dia do crime, de acordo com o acusado, ele teria encontrado uma oportunidade de se aproximar de Gerson. 

Sobre o porte da arma, Marcos Venício afirmou que foi uma coincidência estar com ela e que ele estaria levando a arma para ser regularizada na Polícia Federal.

Já o segundo dia de júri teve início às 10 horas, com os debates entre acusação e defesa. Conforme a legislação, o tempo destinado foi de uma hora e meia para cada um.

Pouco antes das 10 horas, a viúva do ex-governador, Rita Camata, chegou ao Fórum de Vitória para acompanhar o segundo dia de julgamento. 

No início da tarde, foi feito um intervalo para o almoço e, na volta, estavam previstas a réplica e a tréplica entre as partes. No entanto, defesa e acusação decidiram encerrar os debates.

Em seguida, houve a reunião entre os jurados, promotor de Justiça e advogado de defesa em uma sala secreta, para que fosse feita a votação. Logo depois, a sentença foi lida pelo juiz para todos os presentes.


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