09/06/2021 às 07h09min - Atualizada em 09/06/2021 às 07h09min

Miss Colatina ganhou e não levou o titulo em 1932

​Politica contra Belleza

- Por Paulo César Dutra (Cesinha)
Presente & Passado
Maria Ferrari (ES) - 3º Lugar. Yolanda Pereira (RGS) 1º Lugar. Marina França (SP) 2º Lugar. Miss Brasil 1932. Reprodução: Paulo César Dutra.
Este artigo foi publicado após o veredito do jurí que tirou o título de Miss Brasil de Maria Ferrari

Decididamente não há nada sério neste paíz.

Para  que diabo se hão de lembrar dos taes concursos de beleza, si, nem ao menos, nesse inofensivo certâmen nacional, procedem com a lisura, com a circumspeção que o caso exige.

Não está aqui, em fôco, um caso em que, por ventura uma razão de Estado justifique um golpe contra algum direito incontestemente adquirido.

Não.

Tão somente se trata, na espécie, de um passa-tempo sem consequencias, salvo a recordação dos dias fugazes, mas festivos, em que se homenageou, nas pessoas de vinte e uma senhoritas, a beleza feminina em vinte e um departamentos do território brasileiro.

Pois nem assim, nem se tratando de uma cousa tão inocente, deixa de penetrar escrilegasmente a molecagem masculina.

É o caso do último concurso de beleza ocorrido na Capital Federal.

A mais votada, Miss Espírito Santo, senhorita Maria Ferrari, embora triunphante e já com a aureola de Miss Brasil, tinha de ser deslocada.
Era preciso que, mais uma vez, o famoso pletelão, o presitigio indevido, viesse à scena.

E foi o que se deu. Maria Ferrari não poude, a despeito da opinião geral em seu favor, ficvasr no posto que lhe pertencia.
E desceu para o terceiro logar.

Desceu, aliás, por ser um artificialismo grosseiro, mas moralmente é ella, a esta hora, a legitima miss Brasil.

E viva Collatina...

Oswaldo Peggi

                
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