30/11/2021 às 06h24min - Atualizada em 30/11/2021 às 06h24min

O Morro das Cabritas que virou o bairro Esplanada

Presente & Passado
O preço da época pelo Morro das Cabritas foi irrisório e o terreno tomado à revelia.Foto: Colatina Antiga - Acode.

 
Um local histórico dentro dos 100 Anos de Colatina, muito comentado em Colatina é o então Morro das Cabritas, que foi extinto com uma terraplanagem, para dar lugar ao bairro Esplanada, em Colatina, que tem como principal via de acesso, a avenida Angelo Giuberti e como destaque a área que era a 2ª Estação Ferroviária da Vale do Rio Doce na cidade.

Os últimos donos do morro eram filhos de pioneiros de Colatina,como o comerciante José Maria Traspadini que era casado com Maria Luchini que moravam no morro, que era uma herança da família.
 
Os pioneiros de Colatina, João Traspadini e Virginia Maioli tiveram seis filhos: Domingos, Maria, Virgilio, Roberto  e José Maria. João era dono de uma pensão na Vila Colatina, hoje conhecida como Colatina Velha, em 1918 e mais tarde teve ainda outra pensão no prédio Damiani, na Praça Frei José.
 
João Traspadini tinha também, além da pensão, uma enorme barcaça que fazia frequentes viagens pelo Rio Doce para Linhares com transporte de produtos agrícolas e, na maioria das vezes, trazia mercadorias de Linhares para comercializar em Colatina.

Depois João adquiriu o Morro das Cabritas, onde alojou os filhos.
 
Moradores
 
Os filhos de José Maria Traspadini, Cecéia, Margarida e Rui Traspadini deram entrevistas para o jornalista Luis Carlos Maduro, da Revista Nossa nº 45, de outubro de 1989, contando com detalhes como era o morro e quem eram as pessoas que lá moraram.
 
Contou Rui Traspadini que no local, além da residência da família, seus pais tinham ainda uma pequena roça e um enorme casarão onde moravam cinco famílias, sendo uma delas a da viúva Amélia Signorelli.
 
Nas encostas do morro a família tinha ainda uma olaria que pertencia a Domingos Traspadini. Relata ainda Rui que existia também uma Igreja Batista próxima do morro, no prédio de Aurélio Gatti.
 
Sobre a derrubada do Morro das Cabritas, conta Rui Traspadini que as terras de sua família foram indenizadas pela Companhia Vale do Rio Doce, na década de 40, que na época se apropriou da região para a passagem, naquele local, da locomotiva que antes passava em Vila Nova, onde se encontra até hoje a ponte de ferro que se destinava ao tráfego da “Maria Fumaça”.

Explica Rui que a indenização foi como uma invasão, pois o preço da época foi irrisório e o terreno tomado à revelia.
 
No início da escavação e derrubada do Morro das Cabritas, ao serviço era manual e como estava atrasando muito a execução da transformação do morro em uma esplanada, foram trazidos os equipamentos do tipoBulldozeresque derrubaram rapidamente o Morro para transformar a áreano Bairro Esplanada.
 
Bairro Esplanada
 
Com a derrubada do Morro, o progresso da região se tornou uma realidade, porque além do local ter se transformado numa grande esplanada, a terra retirada do morro serviu para desviar o curso do rio Santa Maria do Doce, que antes passava no centro da cidade, nas imediações do posto de gasolina São Miguel e da Farmácia Líder, levando as águas do rio para o curso atual, na divisa dos bairros Vila Nova e Avenida Rio Doce.
 
Outro fato importante para a história dos 100 anos de Colatina, com a esplanada, Colatina começou a progredir em direção da Estação Ferroviária, onde a cidade recebia o nome de Colatina Nova, com o surgimentoda avenidaAngelo Giuberti, com algumas casas e pontos comerciais.
 
Entre os pontos comerciais que surgiram na década de 1950, na avenida Angelo Giuberti, no bairro Esplanada, em frente à estação ferroviária estavam os comerciantes Joaquim Dutra e Linda Guidoni; Militão e Dona Elvira e, Adelino Teixeira e Dona Thaiz Almeida.
 

 
 

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